CAPITULO III – AMBIENTE BIOCLIMÁTICO
Ambiente
bioclimático é o conjunto de diferentes ecossistemas
da Terra com as suas populações de animais e plantas, interagindo entre si e
com o meio, ou seja, são extensas regiões que apresentam aspectos biológicos,
edáficos e climáticos diferentes.
Assim, ao conjunto de características e
condições existentes, ou seja, as particularidades que permitem a ocorrência ou
desenvolvimento de um facto ou fenómeno designa-se ambiente.
Também, pode-se definir Ambiente a
interacção de elementos bióticos e abióticos de forma a estabelecer o
equilíbrio ecológico.
A Climatogeografia é um capítulo da
Geografia que estuda os climas, seus elementos e factores, sua distribuição
geográfica e sua influência sobre as actividades humanas. Portanto, o objecto
de estudo da climatogeografia é a atmosfera.
A Biogeografia é o capítulo da Geografia
que estuda e explica as características, condições geográficas e repartição
territorial dos seres vivos pela superfície terrestre. Portanto, o objecto de
estudo são os seres vivos na superfície terrestre.
Climatologia estuda
os climas na sua especificidade como, por exemplo, as suas características, a
sua relação com os outros fenómenos e aspectos naturais (solos, vegetação, e a
sua distribuição).
A climatologia caracteriza as variáveis
climáticas de um lugar; explica as causas da variação ou mudanças climáticas no
globo terrestre; estabelece relação com outros aspectos e fenómenos naturais.
Meteorologia é a
ciência que estuda as mudanças e a previsão do tempo.
A meteorologia tem como objectivo
informar as possíveis mudanças do tempo, ou seja, as possíveis ocorrências de
fenómenos naturas como ciclones, tempestades, seca, cheias e erupções de ventos
solares. Faz a previsão dos estados de tempo, apoia a navegação aérea e
marítima e recomenda as medidas de modo a minimizar ou mitigar os efeitos das
calamidades naturais ou de mau tempo.
Clima é a sucessão de vários estados de tempo ocorridos num mesmo lugar durante
um período longo, geralmente 30 anos, no mínimo.
A temperatura é o estado de aquecimento ou arrefecimento do ar
atmosférico num determinado lugar e tempo.
O grau de aquecimento e
arrefecimento pode ser medido por um instrumento próprio chamado termómetro ou termógrafo.
|
Foto 10. Termómetro com marcações em graus Celsius e Fahrenheit |
Os tipos de termómetros Termómetros de mercúrio
– são usados para medir as temperaturas positivas. Termómetros de álcool –
são utilizados para medir temperaturas negativas. Termómetro registador
ou termógrafo – este para além de medir a temperatura regista
continuamente os seus valores durante todo o dia. O gráfico resultante
chama-se termograma. |
As temperaturas
médias e amplitudes térmicas
Cálculo das Temperaturas Médias.
A Temperatura Média Diurna (TMD) é a média
aritmética dos valores registados em
diferentes horas do dia.
|
Assim, será: TMD = Somas das
temperaturas registadas / Número de leituras feitas ou |
|
|
A Temperatura Média Mensal (TMM) é a média aritmética dos
valores médios diários registados ao longo do mês.
Assim, será: TMM = Somas das temperaturas médias diurnas registadas /
Número de leituras feitas ou ![]()
A Temperatura Média Anual (TMA) é a média aritmética das
temperaturas médias mensais.
Assim, será: TMA = Somas das temperaturasmédias mensais registadas / Número
de leituras feitas ou ![]()
i)
Cálculo das amplitudes térmicas
A Amplitude Térmica Diurna (ATD) é a diferença
entre a Temperatura máxima da hora mais quente
e a mínima da hora menos quente
do dia.
|
Assim, será: ATD = TMáx – Tmín |
A Amplitude Térmica Mensal (ATM) é a diferença
entre a Temperatura média diurna do dia mais quente(máxima) e a temperatura
média diurna do dia menos quente (mínima)
do mês
Assim, será: ATM = TMáx - Tmín
A Amplitude Térmica Anual (ATA) é a diferença
entre a Temperatura média mensal do mês mais quente (máxima) e a temperatura
média mensal do mês menos quente (mínima) do
ano.
Assim, será: ATA = TMáx - Tmín
Actividade da lição
Na tabela abaixo estão representados os
valores térmicos registados em algumas horas na
cidade de Maputo, no dia 28 de Fevereiro de 2010.
|
Horas |
0 |
6 |
9 |
12 |
15 |
18 |
21 |
|
T (°C) |
18 |
16 |
19 |
23 |
24 |
21 |
19 |
Calcula a temperatura média diurna
Calcula a amplitude térmica diurna.
Chave-de-Correcção
1. a) A
Temperatura Média Diurna (TMD) é de 20oC.
1. b) Amplitude
Térmica Diurna (ATD) é de 8oC.
Variação diurna e anual da
temperatura
Objectivos de aprendizagem
Analisar o
comportamento do movimento diurno e anual do sol
Explicar a
variação diurna e anual da temperatura
Tempo de estudo
Prezado estudante para aprender esta lição
precisará de 1 hora e 30 minutos para melhor assimilar a matéria
Variação
da temperatura diurna e anual
Variação diurna da temperatura é resultante de:
§ Sucessão de dias e noites
§ Variação da altura do sol
§ Variação da obliquidade de raios solares
§ Conjugação de radiação solar e radiação terrestre ou
irradiação
§ A obliquidade é o ângulo formado entre raios solares e
a vertical de lugar.
A obliquidade e altura de
sol variam inversamente. A obliquidade diminui desde o nascer do sol até a
culminação (ao meio-dia) e volta a aumentar do meio-dia até ao ocaso (pôr de
sol).
A radiação solar é a
energia emitida pelo sol, quer sob forma de luz quer sob forma de calor. A
radiação terrestre ou irradiação é o calor libertado pela superfície terrestre.
A temperatura máxima do
dia regista-se, em regra geral depois de meio dia, por volta das 14 e 15 horas
e a mínima de manhã pouco depois de nascer do sol.
Como se explica este
facto?
- Se a sucessão de dia e de
noite, o movimento de rotação fosse o único factor a interferir a
temperatura máxima deveria ter lugar ao meio dia, pois então que o sol tem
maior altura e obliquidade é mínima concentrando-se o calor numa
superfície menor.
- A temperatura máxima ocorre
por volta das 14 e 15 horas porque a temperatura é o resultado da
conjugação entre a radiação solar e radiação terrestre, e às 12 horas a
energia irradiada pela Terra ainda é menor.
A variação anual da
temperatura, resulta do movimento de translação da Terra, e depende de:
i)
Variação da
altura do sol ao longo do ano
ii)
Variação da
obliquidade dos raios solares
iii)
Desigualdade de
dias e noites
A temperatura de um dado
lugar não é a mesma durante todo o período do ano, ela é variável devido ao
movimento de translação da Terra que coloca o planeta Terra em diferentes
posições e distâncias em relação ao sol.
As estações do ano são:
Verão, Inverno, Primavera e Outono.
Actividade da lição
1.
Indica
as causas da variação diurna da temperatura.
2.
A que
horas é que se regista a máxima temperatura do dia?
3.
Quais
são as causas da distribuição desigual da radiação solar ao longo do ano?
Chave-de-Correcção
1.
Resposta: Variação da altura do sol, inclinação
dos raios solares, combinação da radiação solar e da radiação solar e da
radiação terrestre e a sucessão dos dias e das noites.
2. Resposta: A temperatura máxima ocorre por volta das 14 e 15
horas porque a temperatura é o resultado da conjugação entre a radiação solar e
radiação terrestre, e às 12 Hora a energia irradiada pela Terra ainda é menor.
3. Resposta: Movimento de
translação da Terra, a variação das estações do ano, variação da
altura do sol ao longo do ano; variação da obliquidade dos raios solares e a
desigualdade de dias e noites.
Solstícios e equinócios
Objectivos de aprendizagem
Definir
solistícios e equinócios
Comparar a
duração de dias e noites nos solstícios de Junho e Dezembro
Analisar as
diferenças de equinócios e solstícios
Tempo de estudo
Prezado estudante para aprender esta lição
precisará de 1 hora e 30 minutos para
melhor assimilar a matéria.
Definição
de solstícios e equinócios
Solstícios são momentos em
que o sol se encontra mais afastado possível do Equador, ou seja sobre os
trópicos. Esses momentos ocorrem nos dias 21 de Junho (solstício de Junho) e 21
ou 22 de Dezembro (solstício de Dezembro). Esses momentos correspondem a
desigualdade entre a duração de dias e noites.
No solstício do
verão o dia é longo e a noite é curta e no solstício de inverno é o inverso do
que acontece no solstício do verão.
Equinócios são
momentos em que o Sol se encontra sobre o Equador ao longo do seu movimento
anual aparente.
Os factores que influenciam a variação da temperatura
Objectivos de aprendizagem
Caracterizar os
factores que influenciam o clima
Analisar a
influência da latitude na variação da precipitação atmosférica e temperatura
Tempo
de estudo
Prezado estudante para aprender esta lição
precisará de 1 hora e 30 minutos para
melhor assimilar a matéria
Variação
da temperatura com a altitude
Na camada da
troposfera a temperatura diminui a medida que a altitude aumenta. Portanto, a
temperatura e a altitude variam inversamente. A diminuição é de 0.6 graus
Célsius em cada 100 metros de altitude – este fenómeno chama-se gradiente térmico.
A temperatura
diminui com o aumento da altitude porque quanto maior for a altitude menor será
a temperatura e vice-versa.
Variação da precipitação com a altitude
Contrariamente ao
que acontece com a temperatura, a precipitação é geralmente maior com o aumento
de altitude.
O ar ao subir
pelas encostas expande-se arrefece provocando o aumento da humidade relativa o
que faz com que o ponto de saturação seja atingido mais facilmente, quanto
maior for a altitude. Principalmente nas zonas montanhosas as precipitações são
frequentes e abundantes.
Qual
é o limite da precipitação na Atmosfera?
A precipitação decresce a partir de 2000 – 2500m de altitude porque o ar na
ascensão pelas encostas (vertentes) vai perdendo grande parte da humidade.
Portanto, a temperatura diminui com o aumento da altitude mas a precipitação
aumenta proporcionalmente com a altitude até aos 2000metros de altitude.
Variação da temperatura com a latitude
Na região
equatorial, os raios solares incidem perpendicularmente, enquanto nos pólos
obliquamente (inclinados) e há menos aquecimento.
De uma forma geral
as Temperaturas Médias Anuais (TMA) diminuem com o aumento de latitude, ou
seja, diminuem do equador em direcção aos Pólos.
A diminuição da
temperatura com a latitude é a razão de diferenças térmicas que definem as
zonas térmicas do globo.
|
Assim, na zona intertropical, as TMA são
superiores a 20°C, isto é os climas são quentes. Nas zonas temperadas (do Norte e Sul) as
TMA oscilam entre 8°C e 20°C, são chamados climas temperados. Nas zonas frígidas (do Norte e Sul) as
TMA são inferiores a 8°C, isto é, os climas são frios. |
Diferentes zonas térmicas da
Terra |
As correntes marítimas
As correntes
marítimas são deslocamentos de massas de águas, impelidas pelos ventos e
desviados pelo movimento de rotação da Terra.
As correntes
marítimas que partem do equador para os pólos são quentes, as que partem dos
pólos (latitudes polares) para o equador (latitudes baixas) são frias.
Nas correntes
quentes a água é relativamente quente porque pelo que é intensa a evaporação o
que torna o ar mais húmido, quer dizer a temperatura e a humidade aumentam nas
regiões costeiras. Nas correntes frias a água é fria, a evaporação é menor e o
ar é mais seco.

As correntes marítimas
Portanto, a
temperatura e a precipitação aumentam na proximidade de uma corrente quente e
diminuem na proximidade de uma corrente fria.
Continentalidade (proximidade ou afastamento do mar)
A continentalidade
constitui um importante factor do clima. A Terra e o mar têm diferentes capacidades
de aquecimento. O oceano devido a sua transparência, à evaporação e outros
factores, aquece mais lentamente do que a Terra que aquece e arrefece
rapidamente estabelecendo entre uns e outros permanentes trocas de calor para
restabelecer o equilíbrio. As águas conservam mais a temperatura (quente ou
fria) e influenciam as regiões costeiras.A medida que se caminha da costa para
o interior a influência marítima diminui porque o vento (ar) se torna mais
seco. Portanto, acção benéfica do mar fica mais restrita nas faixas litorais.
Por exemplo: Uma
cidade ou localidade junto ao mar tem normalmente temperaturas mais amenas do
que outras nas mesmas condições de altitudes e latitudes situadas no interior,
ou seja, longe do mar.
Disposição do relevo
As montanhas
constituem um obstáculo à influência dos ventos marítimos húmidos para o
interior. Quando o vento sobe ou ascende uma elevação (encosta) perde grande
parte da humidade (vapor de água) devido a existência de temperaturas mais
baixas e dai a humidade relativa aumenta podendo-se atingir o ponto de
saturação.
|
Chuvas de relevo |
Assim o vapor de água
condensa-se formando nuvens e pode chover – são as chuvas de relevo ou
orográficas. |
Actividade da lição
1.
A
costa angolana é influenciada pela corrente fria (corrente fria de Benguela)
enquanto a moçambicana pela corrente quente (corrente quente do canal de
Moçambique). Estes dois lugares situados na mesma latitude têm características
climáticas diferentes. Como é que se
explica este facto?
Chave-de-Correcção
R: Na proximidade de uma corrente quente a
temperatura sobe, favorecendo a evaporação e o aumento da humidade atmosférica
e nas proximidades de uma corrente fria, a temperatura desce, diminuindo assim,
a evaporação e aumentando as condições de secura.
A ESTRUTURA VERTICAL E A COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA
Objectivos de aprendizagem
i.
Distinguir
as camadas da estrutura vertical da atmosfera
ii.
Caracterizar
as camadas da atmosfera
|
Prezado estudante, para a consolidação desta lição vai
precisar de 1 hora e 30 minutos.
i.
Constituição da
atmosfera A Atmosfera é constituída por cinco (5) camadas distintas,a saber:
Troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera ou ionosfera e exosfera. |
|
|
Troposfera - é
a camada mais baixa da Atmosfera que está em contacto directo com o solo e
que acumula a maior parte da massa atmosférica. O ar encontra-se, geralmente,
mais agitado (ventos) e poluído. Nela observa-se perturbações que definem os
estados do tempo, tais como: o relâmpago, chuvas, ventos debaixo de nuvens e
outros fenómenos atmosféricos. Na Troposfera a temperatura e a pressão
atmosférica diminuem a medida que a altitude aumenta, este comportamento é
designado por inversão térmica. O
limite superior da Troposfera designa-se tropopausa. Estratosfera - é a zona intermédia
da Atmosfera que apresenta temperaturas mais elevadas entre os 30km e 50km de
altitude onde se situam as fortes concentrações do ozono. Portanto, o seu
limite superior designa-se por estratopausa. Mesosfera situa-se entre 50 e 85km de altitude. Nesta
camada a temperatura diminui com o aumento de altitude, até 90ºC negativos.
Esta é a temperatura mais baixa na atmosfera. Portanto, os gases encontram-se
rarefeitos. O limite superior da Mesosfera designa-se mesopausa. Termosfera ou
Ionosfera/Alta Atmosfera - A termosfera
situa-se entre 85 e 690 km de altitude, o seu limite superior
designa-se por termopausa. O ar é extremamente raro, assim as velocidades das
moléculas são muito grandes e o choque entre elas provoca elevadíssimas
temperaturas originando estrelas cadentes e auroras boreais. Nesta camada há
ionização, dai a designação de Ionosfera. |
|
|
Estrelas
cadentes são fragmentos de cortes celestes (espaciais) que ao atravessarem a
ionosfera se inflamam por fricção. |
Imagem de um meteorito |
|
Imagem de uma aurora boreal |
Auroras boreais são fenómenos luminosos ainda mal explicados que
se podem observar nas regiões circumpolares que se supõem resultar do
magnetismo terrestre. |
Exosfera é a camada que corresponde a
parte superior da Atmosfera a partir de 800km de altitude. Ela estabelece a
transição entre a Atmosfera e o espaço interplanetário. Apresenta uma densidade
de ar extremamente baixa.
A composição química
da atmosfera
A maior parte da massa (ar) atmosférica é
constituída por uma mistura de gases entre os quais destacam o azoto e o oxigénio, os mais
abundantes.
|
A compoisição química da atmosfera. Fonte: A Terra, planeta
dinâmico, (1989) |
Depois das anotações feitas no caderno vamos responder as questões
formuladas.
Actividade da
lição
1 A Terra é
constituída por quatro (4) esferas.
a) Estabelece a
ligação entre as esferas na coluna A e os elementos que fazem parte de cada
esfera na coluna B.
A B
a.
Atmosfera 1. Plantas e animais
b.
Biosfera 2.Rochas
c.
Litosfera 3. Oxigénio, Azoto ...
d.
Hidrosfera 4. Oceanos, Rios, Lagos ...
Faz a legenda das camadas que compõem a estrutura
vertical da Atmosfera representadas pelas letras A,B,C e D.
|
D |
|
C |
|
B |
|
A |
Km A
----------------------------------------
.
Qual é o papel do Ozono (O3) na atmosfera? ..............................................................................…………………………………………………………………………………………………………………………….………………………………
Nomeie os
principais gases constituentes do ar e diga a sua função.
Chave-de-Correcção
a-3 b-1 c-2 d-4
a) A- Troposfera
B- Estratosfera C-Mesosfera D-Termosfera
b) Ozono
absorve as radiações ultravioletas emitidas pelo sol
3. Os principais
gases são: azoto, oxigénio, dióxido de carbono, vapor de água, ozono e outros
gases, a atmosfera desempenha várias funções importantes para a manutenção da
vida.
Objectivos de
aprendizagem
Explicar a importância da Atmosfera
Analisar a camada do ozono(O3)
Caracterizar a Atmosfera como filtro dos raios solares
Tempo de estudo:
Prezado estudante, para a consolidação desta lição vai
precisar de 45 minutos.
i.
Importância da atmosfera
|
A importância da Atmosfera pode ser percebida integralmente, conhecendo o
papel por ele exercido. A Atmosfera contribui para o equilíbrio térmico da
Terra, pois as radiações solares atravessam a Atmosfera antes de atingir
a superfície terra: 19% da energia
solar é absorvida directamente pela atmosfera e 30% reenviada para o espaço e
os restantes 51% atinge o solo. |
Imagem ilustrativa da dinâmica
energética |
A Atmosfera, também, serve como barreira que se interpõem entre o sol e a
Terra; Protege-nos dos meteoritos[1]. O vapor de água, dióxido do carbono, as
poeiras e outras impurezas acumuladas desempenha um papel importante, cabe-lhes
a função de estufa, retendo assim, o calor próximo da superfície terrestre.
A Atmosfera para além de filtrar as radiações ultravioletas, retém também
radiações infravermelhas.
Outra função essencial, é aquela que desempenha o ozono, actuando como
filtro ao reter a maior parte de radiações ultravioletas (dos raios solares). Para além da absorção de calor, a camada
de ozono filtra cerca de 95% das radiações ultra-violetas, que são nocivas
para os seres vivos. Porém, os 5% restantes são benéficos para a vida, pois
contribuem para a produção de vitamina D, indispensável ao normal
desenvolvimento dos ossos.
A resolução destas questões requer uma ligação com a lição anterior.
Actividade da lição
1. Atmosfera
Observa a
estrutura vertical da atmosfera. Na camada C concentra-se um gás da família do
oxigénio chamado ozono. Descreve a sua importância.
Chave-de-Correcção
1.a) Resposta:
Chama-se ozono. Desempenha uma função vital para a vida na Terra; filtra
radiações ultravioletas emitidas pelo sol.
A pressão atmosférica é a força exercida pelo ar
na atmosfera em cada unidade de superfície dos corpos.
Objectivos de aprendizagem
Analisar os
factores que influenciam a pressão atmosférica
Identificar as
regiões de baixas e altas pressões atmosféricas
Tempo de estudo
Prezado
estudante para aprender esta lição precisará de 1 hora e 30 minutos para melhor assimilar a matéria.
A pressão atmosférica é o peso que o ar exerce à
superfície da Terra. O seu valor expressa-se em centímetros (cm) ou milímetros
(ml), indicados por uma coluna de mercúrio (cm/Hg ou mm/Hg) actualmente
utiliza-se mais o conceito de milibar (mb) como unidade de pressão atmosférica.
O valor normal da pressão atmosférica é de 1013 mb. Ou 760 mm/Hg No entanto o valor da pressão varia por influência de
dois factores principais:
A altitude (a pressão diminui com a altitude pois diminui a
coluna de ar atmosférico sobre um lugar)
A temperatura (o ar quente é mais leve e sobe, diminuindo a
pressão; o ar frio é mais pesado e desce, aumentando a pressão).
|
A pressão atmosférica foi medida pela primeira
vez em 1643 por um Cientista chamado Torricelli. |
Barómetro |
O instrumento que se usa para medir a pressão
atmosférica chama-se Barómetro ou barógrafo.
A Variação da pressão atmosférica com a
altitude
Quanto maior for a altitude maior será a pressão
atmosférica devido a concentração maior de partículas e moléculas junto a
superfície terrestre.
Variação da pressão atmosférica com a
latitude
A pressão atmosférica à superfície terrestre,
dispõe-se em faixas mais ou menos paralelas segundo a latitude. De uma forma
geral, existem quatro (4) zonas principais.
|
As altas e baixas
pressões |
As principais faixas paralelas que indicam as pressões
são: Baixas pressões equatoriais Altas pressões subtropicais Baixas pressões subpolares Altas pressões polares |
Actividade da lição
1.
O que
entende por pressão atmosférica?
2.
Indique
os factores que influenciam a pressão atmosférica.
3.
Completa
o quadro que se segue.
|
Regiões geográficas |
Tipo de pressão atmosférica |
|
Região equatorial |
|
|
Região subtropical (Norte e Sul) |
Altas pressão |
|
Região subtropical (Norte e Sul) |
|
|
Região polar (Norte e Sul) |
|
Chave-de-Correcção
1.
R: A
pressão atmosférica é a força exercida pelo ar na atmosfera em cada unidade de
superfície dos corpos.
2.
R:
Depende da temperatura, altitude e humidade atmosférica.
3.
Complete
o quadro que se segue.
|
Regiões geográficas |
Tipo de pressão atmosférica |
|
Região equatorial |
Baixas pressões (BP) |
|
Região subtropical (Norte e Sul) |
Altas pressões (AP) |
|
Região subtropical (Norte e Sul) |
Baixas pressões (BP) |
|
Região polar (Norte e Sul) |
Altas pressões (AP) |
Objectivos de aprendizagem
Identificar as
linhas isobáricas
Indicar os
centros de altas e baixas atmosféricas
Caracterizar os
centros de altas e baixas pressões atmosféricas
o
Tempo de estudo
Prezado
estudante para aprender esta lição precisará de 1 hora e 30 minutos para melhor assimilar a matéria.
Centros Barométricos São linhas concêntricas e fechadas que
indicam a pressão atmosférica. Os centros barométricos podem ser: Centros de
alta e baixa pressão.
Linhas isobáricas ou isóbaras são linhas que unem
lugares com o mesmo valor da pressão.
As altas pressões também se denominam por anticiclones
e originam tempo seco porque o ar é descendente e nesse movimento aquece.
As baixas pressões podem também, se
apelidar por depressões ou ciclones e originam tempo chuvoso porque o ar
é convergente à superfície e é obrigado a ascender, transportando consigo vapor
de água, que arrefece na ascensão em altitude e condensa, formando nuvens e
originando precipitação quando saturado.
Centro de altas pressões ou anticiclones - Os
valores da pressão aumentam da periferia para o centro onde no centro são
representados pela letra A ou sinal (+).
|
Centros de baixas e altas pressões |
Centro de baixa pressão ou ciclones (depressões
barométricas) - Os valores da pressão diminuem da periferia
para o centro onde são representados pela letra B ou sinal (-).
Actividade da lição
Qual é a diferença entre os centros de altas e
baixas pressões?
Chave-de-Correcção
Qual é a diferença entre os centros de altas e
baixas pressões?
Resposta: num centro de altas pressões ou
anticiclones os valores da pressão aumentam da periferia para o centro onde no
centro são representados pela letra A ou sinal (+) enquanto um centro de baixa
pressão ou ciclones (depressões barométricas) os valores da pressão diminuem da
periferia para o centro onde são representados pela letra B ou sinal ( - ).
AS MASSAS DE AR E FRENTES
Massas de ar são grandes volumes de ar horizontais
com as mesmas características físicas de temperatura e humidade.
Objectivos de aprendizagem
- Identificar
as principais massas de ar
- Caracterizar
as principais massas de ar
- Identificar
os tipos de frentes de ar
Tempo de estudo
Prezado
estudante para aprender esta lição precisará de 1 hora e 30 minutos para melhor assimilar a matéria.
§ A classificação de massas de ar e frentes
As massas de ar classificam-se de acordo com as
características de cada região. As massas de ar podem ser: equatorial, tropical
e polar.
Ø Massas de ar equatorial – formam-se envolvendo
o Equador onde as temperaturas e humidade atmosférica são elevadas. Trata-se,
por isso, de massa de ar muito quente e húmida.
Ø Massas de ar tropical – formam-se na
região tropical, atravessadas pelos trópicos, por isso são muito quentes e de
grau de humidade variável, conforme se originem na Terra ou no mar.
Ø Massas de ar polar – formam-se nas
latitudes elevadas, nos pólos, por isso são frias.
Frente - é uma linha de intersecção entre a
superfície terrestre e superfície frontal.
Superfície Frontal - é uma superfície que separa duas massas
de ar diferentes ou seja frente fria e frente quente.

Superfícies frontais e frentes de ar (quente e frio)
O encontro entre duas massas de ar diferentes pode
resultar o seguinte:
a)
O ar
frio avança por baixo do ar quente, obrigando este a subir. Forma-se assim, uma
frente fria.
b)
O ar
quente mais leve, avança sobre o ar frio, mais pesado, e constitui uma frente
quente.
|
A passagem das
frentes traz, geralmente, chuvas denominadas por chuvas frontais. |
Cruzamento de massas de ar fria e quente. |
Quando há passagem da frente numa região
verifica-se uma subida gradual da temperatura e humidade atmosférica na região,
bom tempo com desaparecimento das nuvens, mudança de direcção do vento e
diminuição da pressão atmosférica.
Actividade da lição
Partindo da passagem da frente quente numa região,
agora tire conclusões.
Qual é o efeito da passagem da frente fria numa
região?
As frentes quentes e frias resultam do choque da
massa de ar tropical e polar.
Complete a tabela sobre as massas de ar
|
Massas de ar |
Características da temperatura |
Característica da humidade |
|
Equatorial |
|
Húmida |
|
Polar continental |
Fria |
|
|
Tropical continental |
|
Seca |
|
Polar marítima |
Fria |
|
Qual será a característica do estado do tempo
de uma área afectada por uma frente quente?
Chave-de-Correcção
§ Partindo da passagem da
frente quente numa região, agora tire conclusões.
§ Qual é o efeito da
passagem da frente fria numa região?
Resposta: Verifica-se mudança brusca
tempo na região, descida da temperatura, formação de nuvens, aumento da pressão
atmosférica, mudança de direcção de vento e queda da chuva acompanhada de
trovoadas.
As frentes
quentes e frias resultam do choque da massa de ar tropical e polar.
Complete a tabela sobre as massas de ar
i)
|
Massas de ar |
Características da temperatura |
Característica da humidade |
|
Equatorial |
Quente |
|
|
Polar continental |
|
Seca |
|
Tropical continental |
Quente |
|
|
Polar marítima |
|
Seca |
Estudos Ventos
Caro aluno, na lição anterior estudou as massas de
ar: a sua definição e as suas características a sua localização.
Como deve ter observado, as massas de ar podem de
ser equatoriais, tropicais e polares. No entanto os ventos constantes dependem
basicamente de diferenças de temperatura. Só para ter uma ideia, o vento sopra
de altas pressões para as altas pressões.
O que entendes por vento? O vento é o ar em
movimento que sopra de altas pressões em direção as baixas pressões.
Objectivos de aprendizagem
·
Classificar
os tipos de ventos
·
Diferenciar
as brisas e monções
·
Identificar
os tipos de monções
·
Identificar
os tipos de brisas
Tempo de estudo
Prezado
estudante para aprender esta lição precisará de 1 hora e 30 minutos para melhor assimilar a matéria.
§
Classificação dos ventos
De uma forma geral os ventos
classificam-se em:
Ventos Constantes
Ventos periódicos
|
Ventos constantes são os que sopram permanentemente, durante todo o ano
no mesmo sentido e na mesma direcção, por exemplo: os ventos alísios ou
gerais, ventos de Oeste e ventos de Leste polar. |
Ventos Constantes |
1.
Os
ventos alísios sopram na zona intertropical e convergem no equador.
2.
Os
ventos de Oeste sopram de altas pressões subtropicais em direcção às baixas
pressões subpolares
3.
Os
ventos de Leste Polar sopram das altas pressões polares para as baixas pressões
subpolares.
|
4.
Ventos
periódicos são aqueles que sopram, alternadamente em sentidos opostos. Como
por exemplo: as monções e brisas. |
|
|
Ventos de monções |
Brisas
terrestres e marítimas |
1.
Monções são
ventos periódicos que no verão sopram do mar para Terra e no inverno da Terra
para o mar.
2.
Brisas
são ventos periódicos que de dia sopram do mar (vale) para a Terra (montanha).
Nas zonas costeiras existem brisas marítimas e
terrestres.
As brisas marítimas de dia sopram do mar para
Terra enquanto as brisas terrestres de noite sopram da Terra para o mar.
Nas zonas montanhas existem brisas do vale
e da montanha.
As brisas do vale de dia sopram do vale
para montanha (Cume). Ao anoitecer o vento sopra do cume para o fundo dos
vales, é a brisa da montanha.
|
Brisa
do vale |
Brisa
da montanha |
Actividade da lição
O que entende por vento?
Classifique os vento quanto ao tipo.
Distingue as monções e
brisas.
Chave-de-Correcção
Resposta: O vento é o ar em movimento que sopra de
altas pressões em direcção as baixas pressões.
Resposta: De uma forma geral os ventos
classificam-se em ventos constantes e ventos periódicos
Resposta: Monções são ventos periódicos que no
verão sopram do mar para Terra e no inverno da Terra para o mar enquanto as
brisas são ventos periódicos que de dia sopram do mar (vale) para a Terra
(montanha).
A HUMIDADE ATMOSFÉRICA
Objectivos de aprendizagem
- Calcular a Humidade relativa
- Explicar o processo de condensação
Tempo de estudo
Prezado estudante
para aprender esta lição precisará de 1 hora e
30 minutos para melhor assimilar a matéria
Humidade atmosférica
Humidade atmosférica é a quantidade de vapor de
água existente na Atmosférica. O vapor de água é proveniente da evaporação das
águas dos oceanos, rios, lagos, mares, evapo transpiração de animais e plantas.
O teor da humidade existente na Atmosfera depende da extensão das superfícies
líquidas e da intensidade dos raios solares.
Na natureza a humidade atmosférica distinguem-se em
dois tipos:
Humidade relativa
Humidade absoluta
A humidade relativa é a relação existente entre a
humidade absoluta e o ponto de saturação ou quantidade de vapor de água (Ps) a
humidade relativa expressa-se em percentagem (%) variando de 0 à 100%.
Onde:
Hr é a Humidade relativa;
Ha
- Humidade absoluta e
Ps
– Ponto de saturação
Diz-se que o ar está saturado quando a humidade
relativa atinge 100%.
Ponto de saturação é o limite máximo em que o ar
atmosférico não pode receber ou conter
mais quantidade de vapor de água em determinadas condições de
temperatura. Se o ar recebe mais o vapor de água pode ocorrer a condensação.
A condensação é a passagem da água do estado gasoso
para o líquido. Isso ocorre quando o ar atmosférico se encontra saturado de
humidade relativa.
Sublimação é a passagem da água do estado gasoso para o sólido.
Humidade absoluta é a quantidade de vapor de água
existente num determinado volume de ar atmosférico. Ela exprime-se em gramas
por metro cúbico (g/m3)
Instrumentos de medição da humidade atmosférica
Psicrómetro ou higrómetro são aparelhos que servem
para medir a humidade atmosférica.
Higrógrafos são aparelhos que medem e registam
continuamente os valores de humidade atmosférica. O gráfico resultante chama-se
higrograma.
Actividade da lição
1.
Calcula
a humidade relativa da cidade da Bela horizonte.
Sabendo que a humidade absoluta 8g/m3 numa temperatura de 15º e que
para saturar são necessários 9,4g/m3.
2.
Quando
é que se diz que o ar está saturado?
3.
O que
entende por condensação?
Chave-de-Correcção
1.
Calcule
a humidade relativa da cidade da Bela horizonte.
Sabendo que a humidade absoluta 8g/m3 numa temperatura de 15º e que
para saturar são necessários 9,4g/m3.
Dados
HR=?
HR=
x100%
HA=8g/m3
PS=9,4g/m3
HR=
x 100% =
=85,1%
2.
Resposta:
Diz-se que o ar está saturado quando a humidade relativa atinge 100%. Ponto de
saturação é o limite máximo em que o ar atmosférico não pode receber mais o
vapor de água. Se o ar recebe mais o vapor de água pode ocorrer a condensação.
3.
Resposta:
A condensação é a passagem da água do estado gasoso para o líquido. Isso ocorre
quando o ar atmosférico se encontra saturado de humidade relativa.
Os factores que influenciam a humidade atmosférica e as formas de
condensação
Objectivos de aprendizagem
Descrever que explicam a variação da humidade atmosférica
Identificar as formas de condensação atmosférica
Tempo de estudo
Prezado estudante
para aprender esta lição precisará de 1 hora e
30 minutos para melhor assimilar a matéria.
Os factores que interferem na humidade atmosférica
são: ventos, temperatura, correntes
marítimas, continentalidade, altitude e latitude.
A variação da humidade atmosférica com a temperatura
As altas temperaturas provocam maior humidade
atmosférica, visto que quando o aquecimento é maior há maior evaporação e maior
quantidade de vapor de água.
As baixas temperaturas, há menor humidade
atmosférica, o aquecimento é menor, a evaporação também é menor e há menos
quantidade de vapor de água.
A variação da humidade atmosférica com a latitude
A maior latitude a humidade atmosférica é menor
porque as temperaturas são baixas. Em contrapartida a menor latitude origina
uma maior humidade atmosférica porque as temperaturas são altas.
As formas de condensação
As principais formas de condensação são: nevoeiros,
neblinas, orvalho, geadas e nuvens.
Nevoeiro - são vapores de água
que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes, isto é perto da superfície
terrestre.
Neblinas - são vapores de água
que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes sobre as águas dos oceanos,
mares, lagos e rios.
Orvalhos - são gotículas de água
que se formam à superfície dos objectos ou corpos (telhados, plantas, vidros,
etc.) a uma temperatura pouco acima de 0°C.
Geadas - são partículas de gelo
que se formam sobre partículas sólidas a uma temperatura igual ou inferior a
0°C.
Nuvens - são gotículas de água
que se formam quando há condensação de vapor de água nas grandes altitudes.
Portanto, um nevoeiro que
se forma as grandes altitudes dá origem as nuvens e uma nuvem que chega junto
ao solo, por exemplo à uma montanha constitui um nevoeiro.
Actividade da lição
1.
Indique
as formas de condensação que conhece.
2.
Qual
é a diferença entre nevoeiros e nuvens.
3.
Completa
as frases referentes as formas de condensação
Condensação é a
passagem do ar do estado gasoso para o estado ____________.
Designa-se
______________ ao conjunto de gotículas de água em suspensão na atmosfera.
Chama-se
______________ as gotas que se formam em superfícies bastantes arrefecidas.
Neblina e
_____________ caracterizam-se por reduzirem a visibilidade.
Chave de correcção
1. Resposta: As principais formas de condensação são: nevoeiros, neblinas, orvalho,
geadas e nuvens.
2.
Resposta:
As neblinas são vapores de água que ocorrem ou
condensam nas baixas altitudes sobre as águas dos oceanos, mares, lagos e rios
enquanto as nuvens são gotículas de água que se formam quando há condensação de
vapor de água nas grandes altitudes. Portanto, um nevoeiro que se forma as
grandes altitudes dá origem as nuvens e uma nuvem que chega junto ao solo, por
exemplo à uma montanha constitui um nevoeiro.
3. Complete as frases referentes as formas de
condensação
i.
Condensação é a passagem do ar do estado
gasoso para o estado líquido
ii.
Designa-se nuvem ao conjunto de
gotículas de água em suspensão na atmosfera
iii.
Chama-se
orvalho as gotas que se formam em superfícies bastantes
arrefecidas.
iv.
Neblina e nevoeiro
caracterizam-se por reduzirem a visibilidade.
Objectivos de aprendizagem
Descrever os tipos de chuvas
Identificar os tipos de chuvas
Tempo de estudo
Prezado estudante
para aprender esta lição precisará de 1 hora e
30 minutos para melhor assimilar a matéria
Conceito precipitação e os tipos de chuvas
Precipitação atmosférica é
a queda de água, quer no estado líquido em forma de chuva quer no estado sólido
em forma de neve ou granizo, resultante da condensação de vapor de água
existente na Atmosfera.
Identifique os
tipos de chuvas na natureza?
Os tipos de
chuvas são: Orográficas ou de relevo (de montanhas) e frontais (ciclónicas) e
convectivas
Chuvas orográficas ou do relevo
(ou de montanhas) o ar sobe pelas encostas (vertentes) das montanhas. À medida
que ascende, o ar arrefece. Este arrefecimento provoca o aumento da humidade
relativa, podendo atingir o ponto de saturação.
|
Assim, o vapor
de água condensa-se e verifica-se a formação de nuvens e chuvas. Este tipo de
chuva é típico das zonas montanhosas. |
Chuvas orográficas |
Chunas convectivas o ar húmido em contacto com a superfície muito
aquecida, torna-se mais leve. Expande-se e sobe, com o aumento de altitude, o
ar arrefece, satura-se, condensa-se e precipita.
|
|
Estas chuvas
são mais abundantes nas regiões equatoriais. Às vezes são acompanhadas de
granizo ou saraivas. |
Chuvas ciclónicas ou
frontais Estas chuvas são
produzidas quando há uma passagem das frentes, ou seja, quando há confronto de
uma frente fria e quente.
|
O encontro de
duas massas de ar com temperatura, pressão e humidades atmosféricas
diferentes provocam sempre a subida do ar mais quente, este por ser mais
leve. |
|
Este tipo de
chuvas ocorre, sobretudo nas zonas temperadas.
O ar quente tem a
tendência de subir constantemente, pois o ar é leve e as frentes frias tendem a
descer porque o ar frio é pesado.
Actividade da lição
O que entende por precipitação atmosférica?
Indique os tipos de precipitação.
Explique o processo da formação de chuvas orográficas
Chave-de-Correcção
Resposta: Precipitação atmosférica é a queda de água, quer no estado
líquido em forma de chuva quer no estado sólido em forma de neve ou granizo,
resultante da condensação de vapor de água existente na atmosfera
Resposta: Chuvas orográficas, convectivas e frontais ou ciclónicas.
Resposta: Resultam da subida do ar quente pelas encostas (vertentes) das
montanhas, encontra temperaturas baixas, ao subir o ar arrefece, a humidade
atmosférica diminui, a humidade relativa aumenta, atinge o ponto de saturação,
dá-se a condensação, forma nuvens e pode chover.
AS GRANDES ZONAS BIOCLIMÁTICAS DO MUNDO
Objectivos de aprendizagem
Classificar as zonas climáticas do planeta
Identificar as principais espécies vegetais e faunísticas
do mundo
Explicar as diferenças das TMA e precipitações no planeta
Classificação do clima segundo Koppen
Tempo de estudo
Prezado estudante para aprender esta lição
precisará de 1 hora e 30 minutos para
melhor assimilar a matéria.
A distribuição
geográfica da precipitação e temperatura são determinantes nos climas de cada
região
A classificação climática tem por base a relação entre dois elementos
essenciais do clima: a temperatura e a precipitação atmosférica em estreita
dependência com os factores de clima.
Assim tendo em conta os elementos do clima e os factores do clima que os
modificam, podem-se classificar os climas em quatro (4) grupos: Climas quentes,
temperados, frios e de altitudes.
Classificação do clima
|
Classificação do clima |
|||
|
Climas quentes |
Climas temperados |
Climas frios |
Climas de altitude |
|
Clima
equatorial húmido; Clima tropical
seco e Clima tropical
desértico |
Clima
subtropical seco ou mediterrâneo; Clima
subtropical húmido; Clima
subtropical marítimo e Clima
subtropical continental. |
Clima frio
marítimo; Clima frio
continental e Clima frio e
desértico frio. |
Clima de
altitude. |
Quadro 2.
Classificação dos climas Fonte:
www.terruniverso.blogspot.com
Zona
intertropical
O clima
equatorial - localiza-se ao longo do equatorial e é limitado pelos paralelos
10ºN e 5ºS. As zonas abrangidas são as bacias de Amazonas e do Congo, a zona
costeira do Golfo da Guiné, península de Malaca e a Indonésia. As TMA
(Temperaturas Médias anuais) são superiores a 20ºC e as chuvas são abundantes.
Vide mapa 1
A vegetação do
clima equatorial é constituída por florestas densas com mais de três estratos,
cuja aárvores do estrato superior alcançam 60 metros de altura , aparecem também as lianas e
epífitas( plantas trepadeiras e parasitas ) nestas florestas há domínio de
sombra, portanto, hã fraca luz e dificuldade de movimento , mangal nos
estuários dos rios. .
A fauna abundam
animais de pequeno porte. Os animais dominantes são insectos entre
eles(mosquitos e roedores), aves, répteis e macacos.
Clima tropical –
localiza-se no hemisfério Norte e Sul, a seguir à faixa equatorial, entre os
paralelos 5º e 15º de latitude Norte e Sul. As áreas abrangidas são: Colômbia,
Brasil, Venezuela, África Oriental, África do Sul, Índia, Norte da Austrália e
Sudão.
As TMA são
superiores a 25ºC e as chuvas são abundantes na época chuvosas.
A vegetação é
constituída por florestas tropicais húmidas e seca, a savana, floresta de
galeria (ao longo dos rios) e estepe (no interior dos continentes e no litoral
influenciado pela corrente marítima fria).
Na fauna abundam
grandes herbívoros (búfalos, hipopótamo, zebras, antílopes, elefantes e
girafas), carnívoros (leopardos, hienas, leões e chitas) e numerosos répteis,
insectos, aves e roedores.
Clima
desértico quente –
localiza-se a seguir ao clima tropical, entre os paralelos 15º e 30º de
latitude Norte e Sul. As áreas geográficas abrangidas são atravessadas pelos
trópicos de Câncer e Capricórnio, sobretudo do México, Namíbia, Sul de Peru, do
Chile e de Angola, Sudoeste dos EUA, toda a região Norte de África e Arábia e
Austrália.
As Temperaturas Médias Mensais (TMM) são muito
elevadas. Durante o dia as temperaturas podem ultrapassar a 50ºC. As chuvas são
bastante escassas e ocorrem nas zonas subtropicais (mediterrâneas).
|
Oásis no deserto |
A vegetação é
constituída por vegetação xerófila (palmeiras, acácias silvestres e cactos).
Nesta região, o Homem aproveita os Oásis para praticar a agricultura de
irrigação. |
Os animais do
clima desértico quente são: insectos, camelos, roedores, cangurus, avestruz e
gazelas. Estes animais são pouco exigentes em alimentos e água.
Zonas
Temperadas
Clima temperado mediterrânico ou subtropical seco – localiza-se, a seguir o
clima desértico quente, entre os paralelos 30º e os 40º de latitude Norte e
sul, é caracterizado por clima temperado mediterrânico ou subtropical seco e
marítimo ou oceânico.
As TMA variam
entre 10ºC e 20ºC e por possuir quatro (4) estações do ano (primavera, verão,
Outono e inverno). As chuvas são do tipo frontais e são escassas e irregulares,
caindo em média 500 mm, concentrando-se nos meses de Outono e de inverno. As
áreas abrangidas são: a região Central do Chile, a bacia Sudoeste de
Mediterrâneo e Sudeste da Austrália e a região de Cabo (África do Sul). Vide
mapa 1.
|
A vegetação é composta
por floresta mediterrânea, maquis e garrigue. A fauna é revestida de gamos,
lobos, javalis, raposas, veados e coelhos. |
Maquis em floresta mediterrânea |
Clima temperado
marítimo – localiza-se entre os paralelos 40º e os 60º de latitude Norte e Sul.
As áreas abrangidas são: Europa Ocidental, litoral da América do Norte, Sul do
Chile, Sudeste da Austrália e Nova Zelândia.
A vegetação é
constituída por floresta de folha caduca e vegetação herbácea sempre verde
conhecida por prado. A fauna é revestida por gamos, lobos, javalis, raposas,
veados e coelhos.
ii.
Clima
temperado continental –
Localiza-se no interior dos continentes e fachadas orientais dos continentes,
entre os paralelos 35º e 55º de latitude Norte e Sul. As áreas abrangidas são:
Europa Oriental, EUA, Sul do Canadá, Norte da China e do Japão e Sul e Centro
da Argentina.
|
Uma pradaria |
A vegetação dominante é
constituída por floresta mista (com árvores de folha caduca) e pradarias de
vegetação herbácea (planície). |
A fauna nesta
faixa encontra-se destruída devido acção humana. Os animais sobreviventes ainda
são: lobos, javalis, gamos, veados, raposas e coelhos.
Zonas frias
ou frígidas
Clima frio
subpolar ou continental – localiza-se entre os paralelos os 55º e 65º de
latitude Norte e Sul. As áreas geográficas abrangidas são a Suécia, Norte da
Rússia, Norte da Sibéria, o Alasca e quase todo Canadá.
As Temperaturas
Médias Mensais (TMM) no inverno são negativas, atingindo os valores inferiores
a - 20ºC, o verão é muito curto com TMM de 18ºC. As precipitações concentram-se
na época estival (em forma de neve).
A vegetação é
constituída por floresta mista e conífera (taïga). As plantas mais abundantes
são choupos, pinheiros, abetos, faias e vidoeiros.
Clima polar
- localiza-se entre os
paralelos os 65º de latitude Norte e Sul até aos pólos. Nesta faixa, a estação
de verão não existe, as Temperaturas Médias Mensais (TMM) são inferiores -
50ºC. As temperaturas positivas vão até 10ºC no máximo. As áreas abrangidas são
Groenlândia, Norte da Sibéria e do Canadá, Islândia e o continente Antárctico.
A precipitação é
escassa, normalmente inferior a 250 mm, está quase cai em forma de neve. O solo
está permanentemente coberto de neve. Durante o inverno as noites podem durar 6
meses.
A vegetação é
constituída por tundra e floresta conífera.
A fauna está
provida de bois marinhos, pinguins, ursos polares, focas, raposas, coelhos,
morsas, renas, lontras.
Glossário
Garrigue – é uma vegetação constituída por arbustos
dispersos e de pequeno porte, própria das regiões mais secas de natureza
calcária.
Maquis – é uma vegetação arbustiva própria de solos
graníticos.
Pradarias –
designação de estepe nas zonas temperadas.
Tundra – é uma vegetação vegetal rasteira com alguma
altura, constituída por erva, musgo e líquenes.
Actividade da lição
Preenche o quadro que se segue
|
Climas |
Temperaturas Médias
Anuais (TMA) |
Vegetação |
Fauna |
|
Tropical |
|
Savana, florestas, estepes e mangais. |
|
|
Temperado continental |
Entre 8 e 20ºC |
Floresta mista (com árvores de folha caduca) e
pradarias de vegetação herbácea |
|
|
Equatorial |
Superiores à
20ºC |
Florestas do tipo epífitas (lianas), mangal nos
estuários dos rios. |
Animais de pequeno
porte como insectos (mosquitos e roedores), aves, répteis e macacos. |
Chave-de-Correcção
Preenche o quadro que se
segue
|
Climas |
Temperaturas Médias
Anuais (TMA) |
Vegetação |
Fauna |
|
Tropical |
Superiores à 25ºC |
Savana, florestas, estepes e mangais. |
Leões, girafas,
elefantes, zebras, macacos, hienas, chitas, rinocerontes, búfalos,
crocodilos, Camelo, Chimpanzés, leopardos, etc. |
|
Temperado continental |
Entre 8 e 20ºC |
Floresta mista (com árvores de folha caduca) e
pradarias de vegetação herbácea |
Lobos, javalis, gamos,
veados, raposas e coelhos |
|
Equatorial |
Superiores à
20ºC |
Florestas do tipo epífitas (lianas), mangal nos
estuários dos rios. |
Animais de pequeno
porte como insectos (mosquitos e roedores), aves, répteis e macacos. |
[1] São fragmentos rochosos interespaciais ou seja de cortes espaciais que
atingem a superfície terrestre.






















