A
TERRA E O UNIVERSO
Os astros e as diferentes formas de energia são os elementos fundamentais
que constituem o que chamamos de universo.
Os astros do universo observados pelo homem são: galáxias, estrelas,
nebulosas, cometas, planetas, satélites, planetóides e meteoritos.
As galáxias são consideradas os elementos básicos da massa do universo, a
mais conhecida e mais estudada é a via láctea, pois é, dentro dela que se
encontra a terra e o todo o sistema solar.
As estrelas são corpos gasosos, dotados de luz própria e possuidores de
elevadas temperaturas e pressões.
O sistema solar está formado por um conjunto de astros que giram em torno
do sol. Os astros que fazem parte do sistema solar são: os planetas, os
satélites, os planetóides, os cometas e os meteoros.
As suas órbitas são elípticas e variam em função da massa da velocidade e
da distância em relação ao sol.
O sistema solar compõe-se por
seguintes astros:
- Uma (1) estrela, o sol (centro do sistema)
- Nove (9) planetas[1]
- Trinta e dois (32) satélites
- Milhares de planetóides
- Numerosos cometas
O SOL
Apesar de ser mais de um milhão de vezes maior que a terra, torna-se uma
pequena estrela quando comparada a outras do universo. O sol dista em média 150
milhões de km da terra, sendo a estrela que se encontra mais próxima de nós.
A sua importância é vital porque é a principal fonte de energia para a
terra é também responsável pela origem e manutenção da vida no nosso planeta.
Os planetas
São astros iluminados que giram em torno do sol descrevendo órbitas
elípticas pouco alongadas. Existem oito (8) planetas, os quais apresentam a
seguinte ordem de afastamento em relação ao sol.
Os planetas mais próximos do sol possuem maior temperatura e maior
velocidade de translação; os mais distantes são os mais frios e apresentam
menor velocidade de translação.
Os satélites
São astros iluminados que giram em torno dos planetas. Existem 32 satélites
naturais pertencentes a seis (6) planetas que são:
- Terra – 1 satélite (a lua)
- Marte – 2 satélites (Fobus e Deimus)
- Júpiter – 12 satélites
- Saturno – 10 satélites
- Urano – 5 satélites
- Neptuno – 2 satélites
Os planetóides ou asteróides
Existem duas (2) hipóteses que explicam a sua origem:
1ª Hipótese – Afirma-se que seriam restos de
um planeta desintegrado.
2ª Hipótese – Outros afirmam que é uma
matéria que não chegou a formar um planeta.
Os cometas
São corpos celestes de núcleo brilhante e cauda nebulosa e alongada, e
construída basicamente por rochas e minerais. O cometa mais conhecido e
espectacular é o Halley, o qual leva
76,5 anos para percorrer a sua órbita em torno do sol. Foi visto em 1910 e
1986.
Os Meteoritos ou bólidos (Bolas
de fogo)
São pequenas partículas rochosas que atraídas pela terra, penetram na sua
atmosfera com grande velocidade e devido ao atrito tornam-se incandescente
recebendo o nome popular de “estrelas cadentes”. Esporadicamente, grandes
meteoritos atingem a superfície terrestre e a velocidade de impacto pode
originar grandes crateras.
A localização da terra
Em relação aos outros planetas, a terra ocupa o terceiro lugar pela ordem de
afastamento em relação ao sol. Situa-se entre as órbitas de Vénus e Marte, a
uma distância média de 150 milhões de km do sol.
Quanto a sua forma
A terra foi atribuída diferentes formas tais como: esférica, plana,
triangular, ovóide, elipsóide, tetraédrica, geóide e outras.
A forma da terra é inegavelmente esférica: entretanto por não ser perfeita
devido ao achamento que se verifica nos pólos e ao abaulamento do Equador,
atribui-se a forma de geóide.
A terra é 49 vezes maior que a lua e 1 300 000 menor que o sol. O planeta
terra é o quinto maior planeta em tamanho. Os planetas maiores que a terra são:
Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
OS MOVIMENTOS DA TERRA
A terra é um astro em movimento no espaço e possui nada menos que 14
movimentos. Neste momento dois (2) é que interessam no ramo de geografia – rotação e translação.
Movimento de rotação é o movimento que a terra executa em torno de um eixo imaginário que
passa pelos seus pólos. Este movimento é feito no sentido Oeste-leste num
período de 24 horas (1 dia) a uma velocidade de 1609 km/h do equador.
As consequências do movimento de rotação
- Sucessão de dias e noites
- Abaulamento da terra na região equatorial
- Achatamento nos pólos devido a acção da força
centrífuga
- A circulação dos ventos e das correntes
marítimas
- A força de coriolis
ocasiona um desvio dos ventos e das correntes marítimas para a direita
do observador no hemisfério norte e oara a esquerda do observador no
hemisfério sul.
Movimento de translação é o movimento que a terra executa
em torno do sol num período aproximado de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48
segundos.
A trajectória descrita pela terra no seu movimento de translação chama-se
orbita.
As consequências do movimento de
rotação
- Sucessão das estacões do ano
- Plano da eclítica solar
- Distribuição desigual da luz e calor na terra
conforme a época
- Solstícios e os equinócios
- Variação da altura do sol
- Desigualdade dos dias e noites
A TERRA E AS SUAS ESFERAS
A terra é constituída por um conjunto combinado de quatro (4) esferas: a
atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera.
- Atmosfera
A atmosfera é uma camada gasosa que envolve a terra e
acompanha em todos os seus movimentos.
Os gases propriamente ditos, ela apresenta também uma
quantidade variável de vapor de água e certas impurezas.
As ciências que se dedicam ao estudo da atmosfera são
a meteorologia e a climatologia.
- Biosfera
A biosfera é a parte da terra constituída pelos seres
vivos. Eles apresentam-se em forma de animais, plantas e microrganismos
invisíveis a olho nu. Os seres vivos no planeta estão distribuídos de acordo
com o seu habitat, uns na terra, outros na água e em diferentes zonas
climáticas.
A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se
biogeografia.
- Hidrosfera
A hidrosfera é a parte liquida da terra formada por
águas superficiais (oceanos, mares, rios, lagos e lagoas) vapor de água e por
águas subterrâneas (lençóis subterrâneos).
A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se
hidrogeografia ou hidrologia.
- Litosfera
ou crusta terrestre
A litosfera é a camada externa e consolidada da terra
com uma espessura média variável entre os 35 e 50 km de profundidade.
Nas áreas continentais a litosfera possui duas
camadas.
i)
SiAl – Camada superior ou externa
constituída por Silício (Si) e Alumínio (Al).
ii)
SiMa – Camada inferior ou interna
constituída por Silício (Si) e Magnésio (Ma)
A litosfera é constituída por rochas e minerais.
Rochas são constituídas por vários minerais, ou seja uma rocha é formada
por dois ou mais minerais. Os minerais são constituídos por um único elemento
químico como uma fórmula bem definida.
A ESTRUTURA VERTICAL E COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA
A atmosfera é constituída por cinco (5) camadas distintas: Troposfera,
estratosfera, mesosfera, termosfera ou ionosfera e exosfera.
- Troposfera
A troposfera é a camada mais baixa da atmosfera que
está em contacto directo com o solo e que acumula a maior parte da massa
atmosférica. O ar encontra-se, geralmente, mais agitado (ventos) e poluído.
Nela observa-se perturbações que definem os estados do
tempo, tais como: o relâmpago, chuvas, ventos debaixo de nuvens e outros
fenómenos atmosféricos.
Na troposfera a temperatura e a pressão atmosférica
diminuem a medida que a altitude aumenta, este comportamento é designado por inversão térmica.
O limite superior da troposfera designa-se tropopausa.
- Estratosfera
A estratosfera é a zona intermédia da atmosfera que
apresenta temperaturas mais elevadas entre os 30km e 50km de altitude onde se
situam as fortes concentrações do ozono. Portanto o seu limite superior
designa-se por estratopausa.
- Mesosfera
A mesosfera situa-se entre 50 e 80km de altitude e o
seu limite superior designa-se mesopausa.
- Termosfera
ou Ionosfera
A termosfera (Alta atmosfera) situa-se entre 80 e 650km de altitude, o seu limite superior designa-se por termopausa. O ar é
extremamente raro, assim as velocidades das moléculas são muito grandes e o
choque entre elas provoca elevadíssimas temperaturas originando estrelas
cadentes e auroras boreais.
Estrelas cadentes são fragmentos de cortes
celestes (espaciais) que ao atravessarem a ionosfera se inflamam por fricção.
Auroras boreais são fenómenos luminosos ainda
mal explicados que se podem observar nas regiões circumpolares que se supõem
resultar do magnetismo terrestre.
- Exosfera
A exosfera é a camada que corresponde a parte superior
da atmosfera a partir de 800km de altitude. Ela estabelece a transição entre a
atmosfera e o espaço interplanetário. Apresenta uma densidade de ar
extremamente baixa.
A composição da atmosfera
A maior parte da massa (ar) atmosférica é constituída
por uma mistura de gases entre os quais se destacam o azoto e o oxigénio, os
mais abundantes.
Gases
|
Volume (%)
|
Total
|
Azoto
Oxigénio
|
78.03
20.99
|
99%
|
Árgon
Dióxido do carbono
Ozono
Vapor de água
|
0.93
0.03 (variável)
0.000006
Muito variável
|
1%
|
Fonte: A terra, planeta dinâmico, 1989.
As funções da atmosfera
v A atmosfera contribui para o
equilíbrio térmico da terra, pois as radiações solares atravessam a atmosfera
antes de atingir a terra: 17% da energia solar é absorvida directamente pela
atmosfera e 36% reenviada para o espaço e os restantes 47% atinge o solo.
v A atmosfera serve como barreira
que se interpõem entre o sol e a terra.
v Protege-nos dos meteoritos[2]
v O vapor de água, dióxido do
carbono, as poeiras e outras impurezas acumuladas desempenha um papel
importante, cabe-lhes a função de estufa, retendo assim, o calor próximo da
superfície terrestre.
v A atmosfera para além de filtrar as
radiações ultravioletas, retém também radiações infravermelhas.
v Outra função essencial, é aquela
que desempenha o ozono, actuando como filtro ao reter a maior parte de
radiações ultravioletas (dos raios solares).
OS ELEMENTOS E FACTORES DO CLIMA
Os elementos de clima são todas as manifestações meteorológicas que se
registam na atmosfera. Por exemplo: a temperatura, pressão atmosférica, a
precipitação, o vento, a humidade atmosférica e a nebulosidade.
Os factores do clima são elementos geográficos que contribuem para a
modificação do clima de uma região. Por exemplo: a altitude, a latitude, as
correntes marítimas, a continentalidade e as massas de ar.
Tempo representa o estado da atmosfera num determinado momento e num certo
local (sucessão de dia e noite). Por exemplo: Céu limpo, vento forte ou menos
forte.
A Temperatura
A temperatura é o estado de aquecimento ou arrefecimento do ar atmosférico
num determinado lugar e tempo. O grau de aquecimento e arrefecimento pode ser
medido por um instrumento próprio chamado termómetro
ou termógrafo.
Os tipos de termómetros
- Termómetros
de mercúrio – são usados para medir as temperaturas positivas.
- Termómetros
de álcool – são utilizados para medir temperaturas negativas.
- Termómetro
registador ou termógrafo – este para além de medir a temperatura regista
continuamente os seus valores durante todo o dia.
A variação diurna da temperatura
é resultante de:
- Sucessão de dias e noites
- Variação da altura do sol
- Variação da obliquidade de raios solares
- Conjugação de radiação solar e radiação
terrestre ou irradiação.
A obliquidade é o ângulo formado entre raios solares e a vertical de lugar.
A obliquidade e altura de sol variam inversamente. A obliquidade diminui
desde o nascer do sol até a culminação (ao meio-dia) e volta a aumentar do meio-dia
até ao ocaso (pôr de sol).
A radiação solar é a energia emitida pelo sol, quer sob forma de luz quer
sob forma de calor.
A radiação terrestre ou irradiação é o calor libertado pela superfície
terrestre.
A temperatura máxima do dia regista-se, em regra geral depois de meio dia,
por volta das 14 e 15 horas e a mínima de manhã pouco depois de nascer do sol.
Como se explica este facto.
- Se a sucessão de dia e de noite, o movimento
de rotação fosse o único factor a interferir a temperatura máxima deveria
ter lugar ao meio dia, pois então que o sol tem maior altura e obliquidade
é mínima concentrando-se o calor numa superfície menor.
- A temperatura máxima ocorre por volta das 14 e
15 horas porque a temperatura é o resultado da conjugação entre a radiação
solar e radiação terrestre, e às 12 horas a energia irradiada pela terra
ainda é menor.
A variação anual da temperatura, resulta do movimento de translação da
terra, e depende de:
- Variação da altura do sol ao longo do ano
- Variação da obliquidade dos raios solares
- Desigualdade de dias e noites
A temperatura de um dado lugar não é a mesma durante todo o período do ano,
ela é variável devido ao movimento de translação da terra que coloca o planeta
terra em diferentes posições e distâncias em relação ao sol.
As estacões do ano são: Verão, Inverno, Primavera e Outono.
OS SOLSTÍCIOS E EQUINÓCIOS

Imagem da terra nos solsticios de Junho e Dezembro
Solstícios são momentos em que o sol se
encontra mais afastado possível do equador, ou seja sobre os trópicos. Esses
momentos ocorrem nos dias 21 de Junho (solstício de Junho) e 21 ou 22 de
Dezembro (solstício de Dezembro). Esses momentos correspondem a desigualdade
entre a duração de dias e noites.
No solstício do verão o dia é maior que a noite e no
solstício de inverno a noite é maior que o dia.
Equinócios são momentos em que o sol se
encontra sobre o equador ao longo do seu movimento anual aparente. Esses
momentos correspondem a uma duração igual entre o dia e noite em toda a
superfície da terra, ocorrendo a 21 de Março (equinócio de Março) e nos dias 21
ou 22 de Setembro (equinócio de Setembro).
Em síntese das estacões do ano:
§ O solstício de Junho inicia no
inverno no hemisfério sul e no verão no hemisfério norte.
§ O solstício de Dezembro inicia no
verão no hemisfério sul e inverno no hemisfério norte.
§ As diferentes posições tomadas
pela terra no decurso de movimento de translação originam diferentes
temperaturas ao longo do ano.
§ A altura do sol nas diferentes
posições é diferente o que ocasiona a obliquidade de raios solares. Os dias são
longos no verão e curtos no inverno.
A terra no solstício de Junho
Ø O dia é igual à noite apenas no
equador
Ø O dia é maior que a noite no
hemisfério norte
Ø No círculo polar árctico e
lugares mais setentrionais não há noite (o sol mantêm-se acima do horizonte 24
horas)
Ø No hemisfério sul, o dia é mais
curto que a noite
Ø No círculo polar antárctico e nos
lugares para sul dele, a noite dura 24 horas (o sol permanece abaixo do
horizonte).
A partir das conclusões referentes ao solstício de
Junho, apresenta tu próprio as conclusões que a figura te sugere relativamente
ao solstício de Dezembro.
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Observacoes:
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A VARIAÇÃO DA TEMPERATURA E
PRECIPITAÇÃO DE ACORDO COM A ALTITUDE, LATITUDE, CORRENTES MARÍTIMAS,
CONTINENTALIDADE E A DISPOSIÇÃO DO RELEVO
Considerando a temperatura e precipitação como os
principais elementos do clima, ora vejamos como alguns factores do clima actuam
sobre os elementos do clima na modificação do clima.
1.
Variação da temperatura com a
altitude
Na camada da troposfera a
temperatura diminui a medida que a altitude aumenta. Portanto, a temperatura e
a altitude variam inversamente. A diminuição é de 0.6 graus Célsius em cada 100
metros de altitude – este fenómeno chama-se
gradiente térmico.
A temperatura diminui com o
aumento da altitude porque quanto maior for a altitude menor será a temperatura
e vice-versa.
2.
Variação da precipitação com a
altitude
Contrariamente ao que acontece
com a temperatura, a precipitação é geralmente maior com o aumento de altitude.
O ar ao subir pelas encostas,
expande-se arrefece provocando o aumento da humidade relativa o que faz com que
o ponto de saturação seja atingido mais facilmente, quanto maior for a
altitude. Principalmente nas zonas montanhosas as precipitações são frequentes.
A precipitação decresce a partir
de 2000 – 2500m de altitude porque o ar na ascensão pelas encostas (vertentes)
vai perdendo grande parte da humidade.
Portanto a temperatura diminui
com o aumento da altitude mas a precipitação aumenta proporcionalmente com a
altitude até aos 2000m de altitude.
3.
Variação da temperatura com a
latitude
Na região equatorial, os raios
solares incidem perpendicularmente enquanto nos pólos obliquamente (inclinados)
e há menos aquecimento.
De uma forma geral as
Temperaturas Médias Anuais (TMA) diminuem com o aumento de latitude ou seja
diminuem do equador em direcção aos pólos.
A diminuição da temperatura com a
latitude é a razão de diferenças térmicas que definem as zonas térmicas do
globo.
Assim, na zona intertropical, as
TMA são superiores a 20°C, isto é os climas são quentes.
Nas zonas temperadas (do norte e
sul) as TMA oscilam entre 8°C e 20°C, são chamados climas temperados.
Nas zonas frígidas (do norte e
sul) as TMA são inferiores a 8°C, isto é, os climas são frios.
4.
As correntes marítimas
As correntes marítimas são deslocamentos
de massas de águas, impelidas pelos ventos e desviados pelo movimento de
rotação da terra.
As correntes marítimas que partem
do equador para os pólos são quentes, as que partem dos pólos (latitudes
polares) para o equador (latitudes baixas) são frias.
Nas correntes quentes a água é
relativamente quente porque pelo que é intensa a evaporação o que torna o ar
mais húmido, quer dizer a temperatura e a humidade aumentam nas regiões
costeiras. Nas correntes frias a água é fria, a evaporação é menor e o ar é
mais seco.
A costa angolana é influenciada
pela corrente fria (corrente fria de Benguela) enquanto a moçambicana pela
corrente quente (corrente quente do canal de Moçambique). Estes dois lugares
situados na mesma latitude têm características diferentes. Como é que se
explica este facto?
o Na proximidade de uma corrente
quente a temperatura sobe, favorecendo a evaporação e o aumento da humidade
atmosférica e nas proximidades de uma corrente fria, a temperatura desce,
diminuindo assim, a evaporação e aumentando as condições de secura.
Portanto, a temperatura e a
precipitação aumentam na proximidade de uma corrente quente e diminuem na
proximidade de uma corrente fria.
5.
Continentalidade (proximidade ou afastamento do
mar)
A continentalidade constitui um
importante factor do clima. A terra e o mar têm diferentes capacidades de
aquecimento. O oceano devido a sua transparência, à evaporação e outros
factores, aquece mais lentamente do que a terra que aquece e arrefece
rapidamente estabelecendo entre uns e outros permanentes trocas de calor para
restabelecer o equilíbrio. As águas conservam mais a temperatura (quente ou
fria) e influenciam as regiões costeiras.
A medida que se caminha da costa
para o interior a influência marítima diminui porque o vento (ar) se torna mais
seco. Portanto, acção benéfica do mar fica mais restrita nas faixas litorais.
Por exemplo: Uma cidade ou
localidade junto ao mar tem normalmente temperaturas mais amenas do que outras
nas mesmas condições de altitudes e latitudes situadas no interior ou seja
longe do mar.
6.
Disposição do relevo
As montanhas constituem um
obstáculo à influência dos ventos marítimos húmidos para o interior. Quando o
vento sobe ou ascende uma elevação (encosta) perde grande parte da humidade
(vapor de água) devido a existência de temperaturas mais baixas e dai a
humidade relativa aumenta podendo-se atingir o ponto de saturação. Assim o
vapor de água condensa-se formando nuvens e pode chover – são as chuvas de
relevo ou orográficas.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HUMIDADE
ATMOSFÉRICA
Humidade atmosférica é a quantidade de vapor de água
existente na atmosférica. O vapor de água é proveniente da evaporação das águas
dos oceanos, rios, lagos, mares, transpiração de animais e plantas. O teor da
humidade existente na atmosfera depende da extensão das superfícies líquidas e
da intensidade dos raios solares.
Na natureza a humidade atmosférica distinguem-se em
dois tipos:
A humidade relativa é a relação existente entre a
humidade absoluta e o ponto de saturação ou quantidade de vapor de agua (Ps) a
humidade relativa expressa-se em percentagem (%) variando de 0 à 100%.
Hr = Há/Ps * 100%
Diz-se que o ar está saturado quando a humidade
relativa atinge 100%.
Ponto de saturação é o limite máximo em que o ar
atmosférico não pode receber mais o vapor de água. Se o ar recebe mais o vapor
de água pode ocorrer a condensação.
A condensação é a passagem da água do estado gasoso
para o líquido. Isso ocorre quando o ar atmosférico se encontra saturado de humidade
relativa.
Humidade absoluta é a quantidade de vapor de água
existente num determinado volume de ar atmosférico. Ela exprime-se em gramas
por metro cúbico (g/m3)
Há = m/V
Instrumentos de medição da
humidade atmosférica
Psicrómetro ou higrómetro são aparelhos que servem
para medir a humidade atmosférica.
Higrógrafos são aparelhos que medem e registam
continuamente os valores de humidade atmosférica.
A variação da humidade
atmosférica com a temperatura e a latitude
Os factores que interferem na humidade atmosférica
são: ventos, temperatura, correntes marítimas, continentalidade, altitude e
latitude.
A variação da humidade
atmosférica com a temperatura
As altas temperaturas provocam maior humidade
atmosférica, visto que quando o aquecimento é maior há maior evaporação e maior
quantidade de vapor de água.
As baixas temperaturas, há menor humidade atmosférica,
o aquecimento é menor, a evaporação também é menor e há menos quantidade de
vapor de água.
A variação da humidade
atmosférica com a latitude
A maior latitude a humidade atmosférica é menor porque
as temperaturas são baixas. Em contrapartida a menor latitude origina uma maior
humidade atmosférica porque as temperaturas são altas.
As formas de condensação
As principais formas de condensação são: nevoeiros, neblinas, orvalho, geadas e
nuvens.
§ Nevoeiro - são vapores de água
que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes, isto é perto da superfície
terrestre.
§ Neblinas - são vapores de água
que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes sobre as águas dos oceanos,
mares, lagos e rios.
§ Orvalhos - são gotas de água que
se formam à superfície dos objectos ou corpos (telhados, plantas, vidros, etc.)
a uma temperatura pouco acima de 0°C.
§ Geadas - são partículas de gelo
que se formam sobre partículas sólidas a uma temperatura igual ou inferior a
0°C.
§ Nuvens - são gotículas de água
que se formam quando há condensação de vapor de água nas grandes altitudes.
Portanto, um nevoeiro que se
forma as grandes altitudes dá origem as nuvens e uma nuvem que chega junto ao
solo, por exemplo à uma montanha constitui um nevoeiro.
Exercício prático
Calcule a humidade relativa da cidade da Bela horizonte.
Sabendo que a humidade absoluta 8g/m3 numa temperatura de 15º e que para saturar são necessários 9,4g/m3.
Sabendo que a humidade absoluta 8g/m3 numa temperatura de 15º e que para saturar são necessários 9,4g/m3.
Dados
HR=? HR=
x 100%
HA=8g/m3
PS=9,4g/m3 HR=
x 100% =
=85,%
HA=8g/m3
PS=9,4g/m3 HR=
A precipitação atmosférica
Precipitação atmosférica é a queda de água, quer no
estado líquido em forma de chuva quer no estado sólido em forma de neve ou
granizo, resultante da condensação de vapor de água existente na atmosfera.
Tipos
de Chuvas
1. Chuvas
orográficas
Nas chuvas orográficas ou do relevo (montanhas) o ar sobe
pelas encostas (vertentes) das montanhas. À medida que ascende, o ar arrefece.
Este arrefecimento provoca o aumento da humidade relativa, podendo atingir o
ponto de saturação. Assim, o vapor de água condensa-se e verifica-se a formação
de nuvens e chuvas. Este tipo de chuva é típico das zonas montanhosas.
2. Chuvas
convectivas ou de convecção
Nas chuvas convectivas, o ar húmido em contacto com a
superfície muito aquecida, torna-se mais leve. Expande-se e sobe, com o aumento
de altitude, o ar arrefece, satura-se, condensa-se e precipita. Estas chuvas
são mais abundantes nas regiões equatoriais. As vezes são acompanhadas de
granizo ou saraivas.
3. Chuvas
Ciclónicas ou frontais
Estas chuvas são produzidas quando há uma passagem das
frentes ou seja quando há confronto de uma frente fria e quente.
O encontro de duas massas de ar com temperatura, pressão
e humidades atmosféricas diferentes provocam sempre a subida do ar mais quente,
este por ser mais leve.
Este tipo de chuvas ocorre sobretudo nas zonas
temperadas.
NB: As frentes
frias sabem porque o ar quente é leve e as frentes frias descem porque o ar
frio é pesado.
A
pressão Atmosférica
A pressão atmosférica
é a força exercida pelo ar na atmosfera em cada unidade de superfície dos
corpos. No entanto a pressão atmosférica foi medida pela primeira vez em 1643
por um Cientista chamado Torricelli.
O instrumento que se usa para medir a pressão atmosférica chama-se Barómetro ou barógrafo.
Os factores que explicam a variação da pressão atmosférica
A pressão atmosférica e a temperatura variam
inversamente ou seja quanto maior for a temperatura menor será a pressão
atmosférica e vice-versa.
A Variação da pressão atmosférica com a altitude
Quanto maior for a
altitude maior será a pressão atmosférica devido a concentração maior de partículas
e moléculas junto a superfície terrestre.
A Variação da pressão atmosférica com a latitude
Quanto maior for a
latitude maior será a pressão atmosférica o seja nas zonas equatoriais devido
ao calor a pressão é baixa e nas zonas polares devido ao frio a pressão é
maior.


As principais faixas paralelas que indicam as pressões
são:
1.
Baixas
pressões equatoriais
2.
Altas
pressões subtropicais
3.
Baixa
pressão Subpolares
4.
Altas
pressões polares
Centros Barométricos São linhas concêntricas e fechadas que indicam a pressão
atmosférica. Os centros barométricos podem ser: Centro de alta e baixa pressão.
Linhas isobáricas e isóbaras são linhas que unem lugares com o mesmo valor da
pressão.
1.
Centro
de altas pressões ou anticiclones - Os valores da pressão aumentam da periferia
para o centro onde no centro são representados pela letra A ou sinal (+).
2.
Centro
de baixa pressão ou ciclones (depressões barométricas) - Os valores da pressão diminuem
da periferia para o centro onde são representados pela letra B ou sinal ( - ).
INTRODUÇÃO
AO ESTUDO DE VENTOS
O vento é
o ar em movimento que sopra de altas pressões em direcção as baixas pressões.
Classificação dos ventos
De uma forma geral
os ventos classificam-se em:
1.
Ventos
Constantes
2.
Ventos
periódicos
1.
Ventos constantes são os que sopram permanentemente, durante todo o ano no
mesmo sentido e na mesma direcção, por exemplo: os ventos alíseos ou gerais,
ventos de Oeste e ventos de Leste polar.
i.
Os
ventos alíseos sopram na zona intertropical e convergem no equador.
ii.
Os
ventos de Oeste sopram de altas pressões subtropicais em direcção as baixas
pressões subpolares
iii.
Os
ventos de Leste Polar sopram das altas pressões polares para as baixas pressões
subpolares.
2.
Ventos periódicos são aqueles que sopram, alternadamente em sentidos
opostos. Como por exemplo: as monções e brisas.
i.
Monções são
ventos periódicos que no verão sopram do mar para terra e no inverno da terra
para o mar.
ii.
Brisas
são ventos periódicos que de dia sopram do mar (vale) para a terra (montanha).
Nas zonas costeiras
existem brisas marítimas e terrestres.
As brisas maritimas
de dia sopram do mar para terra enquanto as brisas terrestre de noite da terra
para o mar.
Nas
zonas montanhas existem brisas do vale e da montanha.
As
brisas do vale de dia sopram do vale para montanha (Cume). Ao anoitecer o vento
sopra do cume para o fundo dos vales, é a brida da montanha.
As massas de ar e frentes
Massas de ar
correspondem ao volume de ar horizontal e homogéneo com as mesmas temperaturas
humidade e densidade.
A classificação de massas de ar
As massas de ar
classificam-se de acordo com as características de cada região. As massas de ar
podem ser: equatorial, tropical e polar.
i. Massas
de ar equatorial – formam-se envolvendo o Equador onde as temperaturas e
humidade atmosférica são elevadas. Trata-se, por isso, de massa de ar muito
quente e húmida.
ii.
Massas
de ar tropical – formam-se na região tropical, atravessadas pelos trópicos, por
isso são muito quentes e de grau de humidade variável, conforme se originem na
terra ou no mar.
iii.
Massas
de ar polar – formam-se nas latitudes elevadas, nos pólos, por isso são frias.
Frente -
é uma linha de intersecção entre a superfície terrestre e superfície frontal.
Superfície Frontal é
uma superfície que separa duas massas de ar diferentes ou seja frente fria e frente
quente.
O encontro entre
duas massas de ar diferentes pode resultar o seguinte:
- O ar frio avança por baixo do ar quente, obrigando
este a subir. Forma-se assim, uma frente fria.
- O ar quente mais leve, avança sobre o ar frio, mais
pesado, e constitui uma frente quente.
A passagem das
frentes traz, geralmente, chuvas denominadas por chuvas frontais.
Zonas Bioclimáticas do Mundo
Climas
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Temperaturas Médias Anuais (TMA)
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Vegetação
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Fauna
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Quente (intertropical
ou tórrida)
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Superiores à 20ºC
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Savana, florestas, estepes e mangais.
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Leões, girafas, elefantes, zebras, macacos, hienas, chitas, rinocerontes,
búfalos, crocodilos, Camelo, Chimpanzés, leopardos, etc.
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Temperado
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Entre 8 e 20ºC
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Tundra
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Tigres, raposas, serpentes, avestruz, insectos, etc.
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Frio
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Inferiores à 8ºC
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Vegetação, Conífera e Pradarias
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Urso, raposas, lobos, rena, pinguins, cavalo, focas,
etc.
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