segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A terra e o Universo

A TERRA E O UNIVERSO

Os astros e as diferentes formas de energia são os elementos fundamentais que constituem o que chamamos de universo.

Os astros do universo observados pelo homem são: galáxias, estrelas, nebulosas, cometas, planetas, satélites, planetóides e meteoritos.

As galáxias são consideradas os elementos básicos da massa do universo, a mais conhecida e mais estudada é a via láctea, pois é, dentro dela que se encontra a terra e o todo o sistema solar.

As estrelas são corpos gasosos, dotados de luz própria e possuidores de elevadas temperaturas e pressões.

O sistema solar está formado por um conjunto de astros que giram em torno do sol. Os astros que fazem parte do sistema solar são: os planetas, os satélites, os planetóides, os cometas e os meteoros.

As suas órbitas são elípticas e variam em função da massa da velocidade e da distância em relação ao sol.  

O sistema solar compõe-se por seguintes astros:
  • Uma (1) estrela, o sol (centro do sistema)
  • Nove (9) planetas[1]
  • Trinta e dois (32) satélites
  • Milhares de planetóides
  • Numerosos cometas

O SOL
Apesar de ser mais de um milhão de vezes maior que a terra, torna-se uma pequena estrela quando comparada a outras do universo. O sol dista em média 150 milhões de km da terra, sendo a estrela que se encontra mais próxima de nós.
A sua importância é vital porque é a principal fonte de energia para a terra é também responsável pela origem e manutenção da vida no nosso planeta.



Os planetas
São astros iluminados que giram em torno do sol descrevendo órbitas elípticas pouco alongadas. Existem oito (8) planetas, os quais apresentam a seguinte ordem de afastamento em relação ao sol.


  1. Mercúrio
  2. Vénus
  3. Terra
  4. Marte         
5. Júpiter
6. Saturno
7. Urano  
8. Nepturno



Os planetas mais próximos do sol possuem maior temperatura e maior velocidade de translação; os mais distantes são os mais frios e apresentam menor velocidade de translação.
Os satélites
São astros iluminados que giram em torno dos planetas. Existem 32 satélites naturais pertencentes a seis (6) planetas que são:
  1. Terra – 1 satélite (a lua)
  2. Marte – 2 satélites (Fobus e Deimus)
  3. Júpiter – 12 satélites
  4. Saturno – 10 satélites
  5. Urano – 5 satélites
  6. Neptuno – 2 satélites
Os planetóides ou asteróides
São pequenos planetas que se movem entre as órbitas de Marte e Júpiter.


Existem duas (2) hipóteses que explicam a sua origem:
1ª Hipótese – Afirma-se que seriam restos de um planeta desintegrado.
2ª Hipótese – Outros afirmam que é uma matéria que não chegou a formar um planeta.

Os cometas
São corpos celestes de núcleo brilhante e cauda nebulosa e alongada, e construída basicamente por rochas e minerais. O cometa mais conhecido e espectacular é o Halley, o qual leva 76,5 anos para percorrer a sua órbita em torno do sol. Foi visto em 1910 e 1986.

Os Meteoritos ou bólidos (Bolas de fogo)
São pequenas partículas rochosas que atraídas pela terra, penetram na sua atmosfera com grande velocidade e devido ao atrito tornam-se incandescente recebendo o nome popular de “estrelas cadentes”. Esporadicamente, grandes meteoritos atingem a superfície terrestre e a velocidade de impacto pode originar grandes crateras.

A localização da terra
Em relação aos outros planetas, a terra ocupa o terceiro lugar pela ordem de afastamento em relação ao sol. Situa-se entre as órbitas de Vénus e Marte, a uma distância média de 150 milhões de km do sol.

Quanto a sua forma
A terra foi atribuída diferentes formas tais como: esférica, plana, triangular, ovóide, elipsóide, tetraédrica, geóide e outras.
A forma da terra é inegavelmente esférica: entretanto por não ser perfeita devido ao achamento que se verifica nos pólos e ao abaulamento do Equador, atribui-se a forma de geóide.
A terra é 49 vezes maior que a lua e 1 300 000 menor que o sol. O planeta terra é o quinto maior planeta em tamanho. Os planetas maiores que a terra são: Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.

OS MOVIMENTOS DA TERRA
A terra é um astro em movimento no espaço e possui nada menos que 14 movimentos. Neste momento dois (2) é que interessam no ramo de geografia – rotação e translação.

Movimento de rotação é o movimento que a terra executa em torno de um eixo imaginário que passa pelos seus pólos. Este movimento é feito no sentido Oeste-leste num período de 24 horas (1 dia) a uma velocidade de 1609 km/h do equador.

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As consequências do movimento de rotação
  • Sucessão de dias e noites
  • Abaulamento da terra na região equatorial
  • Achatamento nos pólos devido a acção da força centrífuga
  •   A circulação dos ventos e das correntes marítimas
  • A força de coriolis ocasiona um desvio dos ventos e das correntes marítimas para a direita do observador no hemisfério norte e oara a esquerda do observador no hemisfério sul.

Movimento de translação é o movimento que a terra executa em torno do sol num período aproximado de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos.
A trajectória descrita pela terra no seu movimento de translação chama-se orbita.

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As consequências do movimento de rotação
  • Sucessão das estacões do ano
  • Plano da eclítica solar
  • Distribuição desigual da luz e calor na terra conforme a época
  • Solstícios e os equinócios
  • Variação da altura do sol
  • Desigualdade dos dias e noites





A TERRA E AS SUAS ESFERAS
A terra é constituída por um conjunto combinado de quatro (4) esferas: a atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera.


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  1. Atmosfera
A atmosfera é uma camada gasosa que envolve a terra e acompanha em todos os seus movimentos.
Os gases propriamente ditos, ela apresenta também uma quantidade variável de vapor de água e certas impurezas.
As ciências que se dedicam ao estudo da atmosfera são a meteorologia e a climatologia.

  1. Biosfera
A biosfera é a parte da terra constituída pelos seres vivos. Eles apresentam-se em forma de animais, plantas e microrganismos invisíveis a olho nu. Os seres vivos no planeta estão distribuídos de acordo com o seu habitat, uns na terra, outros na água e em diferentes zonas climáticas.
A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se biogeografia.

  1. Hidrosfera
A hidrosfera é a parte liquida da terra formada por águas superficiais (oceanos, mares, rios, lagos e lagoas) vapor de água e por águas subterrâneas (lençóis subterrâneos).
A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se hidrogeografia ou hidrologia.
  1. Litosfera ou crusta terrestre
A litosfera é a camada externa e consolidada da terra com uma espessura média variável entre os 35 e 50 km de profundidade.
Nas áreas continentais a litosfera possui duas camadas.
i)                    SiAl – Camada superior ou externa constituída por Silício (Si) e Alumínio (Al).
ii)                  SiMa – Camada inferior ou interna constituída por Silício (Si) e Magnésio (Ma)

A litosfera é constituída por rochas e minerais.
Rochas são constituídas por vários minerais, ou seja uma rocha é formada por dois ou mais minerais. Os minerais são constituídos por um único elemento químico como uma fórmula bem definida.

A ESTRUTURA VERTICAL E COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA
A atmosfera é constituída por cinco (5) camadas distintas: Troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera ou ionosfera e exosfera.

 




  1. Troposfera
A troposfera é a camada mais baixa da atmosfera que está em contacto directo com o solo e que acumula a maior parte da massa atmosférica. O ar encontra-se, geralmente, mais agitado (ventos) e poluído.
Nela observa-se perturbações que definem os estados do tempo, tais como: o relâmpago, chuvas, ventos debaixo de nuvens e outros fenómenos atmosféricos.
Na troposfera a temperatura e a pressão atmosférica diminuem a medida que a altitude aumenta, este comportamento é designado por inversão térmica.
O limite superior da troposfera designa-se tropopausa.
  1. Estratosfera
A estratosfera é a zona intermédia da atmosfera que apresenta temperaturas mais elevadas entre os 30km e 50km de altitude onde se situam as fortes concentrações do ozono. Portanto o seu limite superior designa-se por estratopausa.
  1. Mesosfera
A mesosfera situa-se entre 50 e 80km de altitude e o seu limite superior designa-se mesopausa.

  1. Termosfera ou Ionosfera
A termosfera (Alta atmosfera) situa-se entre 80 e 650km de altitude, o seu limite superior designa-se por termopausa. O ar é extremamente raro, assim as velocidades das moléculas são muito grandes e o choque entre elas provoca elevadíssimas temperaturas originando estrelas cadentes e auroras boreais.
Estrelas cadentes são fragmentos de cortes celestes (espaciais) que ao atravessarem a ionosfera se inflamam por fricção.
Auroras boreais são fenómenos luminosos ainda mal explicados que se podem observar nas regiões circumpolares que se supõem resultar do magnetismo terrestre.


  1. Exosfera
A exosfera é a camada que corresponde a parte superior da atmosfera a partir de 800km de altitude. Ela estabelece a transição entre a atmosfera e o espaço interplanetário. Apresenta uma densidade de ar extremamente baixa.


A composição da atmosfera
A maior parte da massa (ar) atmosférica é constituída por uma mistura de gases entre os quais se destacam o azoto e o oxigénio, os mais abundantes.
Gases
Volume (%)
Total
Azoto

Oxigénio
78.03

20.99

99%
Árgon
Dióxido do carbono
Ozono
Vapor de água
0.93
0.03 (variável)
0.000006
Muito variável


1%

Fonte: A terra, planeta dinâmico, 1989.

As funções da atmosfera
v  A atmosfera contribui para o equilíbrio térmico da terra, pois as radiações solares atravessam a atmosfera antes de atingir a terra: 17% da energia solar é absorvida directamente pela atmosfera e 36% reenviada para o espaço e os restantes 47% atinge o solo.
v  A atmosfera serve como barreira que se interpõem entre o sol e a terra.
v  Protege-nos dos meteoritos[2]
v  O vapor de água, dióxido do carbono, as poeiras e outras impurezas acumuladas desempenha um papel importante, cabe-lhes a função de estufa, retendo assim, o calor próximo da superfície terrestre.
v  A atmosfera para além de filtrar as radiações ultravioletas, retém também radiações infravermelhas.
v  Outra função essencial, é aquela que desempenha o ozono, actuando como filtro ao reter a maior parte de radiações ultravioletas (dos raios solares).  

OS ELEMENTOS E FACTORES DO CLIMA

Os elementos de clima são todas as manifestações meteorológicas que se registam na atmosfera. Por exemplo: a temperatura, pressão atmosférica, a precipitação, o vento, a humidade atmosférica e a nebulosidade.

Os factores do clima são elementos geográficos que contribuem para a modificação do clima de uma região. Por exemplo: a altitude, a latitude, as correntes marítimas, a continentalidade e as massas de ar.

Tempo representa o estado da atmosfera num determinado momento e num certo local (sucessão de dia e noite). Por exemplo: Céu limpo, vento forte ou menos forte.

A Temperatura
A temperatura é o estado de aquecimento ou arrefecimento do ar atmosférico num determinado lugar e tempo. O grau de aquecimento e arrefecimento pode ser medido por um instrumento próprio chamado termómetro ou termógrafo.

Os tipos de termómetros
  1. Termómetros de mercúrio – são usados para medir as temperaturas positivas.
  2. Termómetros de álcool – são utilizados para medir temperaturas negativas.
  3. Termómetro registador ou termógrafo – este para além de medir a temperatura regista continuamente os seus valores durante todo o dia.

A variação diurna da temperatura é resultante de:
  • Sucessão de dias e noites
  • Variação da altura do sol
  • Variação da obliquidade de raios solares
  • Conjugação de radiação solar e radiação terrestre ou irradiação.

A obliquidade é o ângulo formado entre raios solares e a vertical de lugar.
A obliquidade e altura de sol variam inversamente. A obliquidade diminui desde o nascer do sol até a culminação (ao meio-dia) e volta a aumentar do meio-dia até ao ocaso (pôr de sol).

A radiação solar é a energia emitida pelo sol, quer sob forma de luz quer sob forma de calor.
A radiação terrestre ou irradiação é o calor libertado pela superfície terrestre.

A temperatura máxima do dia regista-se, em regra geral depois de meio dia, por volta das 14 e 15 horas e a mínima de manhã pouco depois de nascer do sol. Como se explica este facto.
  • Se a sucessão de dia e de noite, o movimento de rotação fosse o único factor a interferir a temperatura máxima deveria ter lugar ao meio dia, pois então que o sol tem maior altura e obliquidade é mínima concentrando-se o calor numa superfície menor.
  • A temperatura máxima ocorre por volta das 14 e 15 horas porque a temperatura é o resultado da conjugação entre a radiação solar e radiação terrestre, e às 12 horas a energia irradiada pela terra ainda é menor.

A variação anual da temperatura, resulta do movimento de translação da terra, e depende de:
  • Variação da altura do sol ao longo do ano
  • Variação da obliquidade dos raios solares
  • Desigualdade de dias e noites

A temperatura de um dado lugar não é a mesma durante todo o período do ano, ela é variável devido ao movimento de translação da terra que coloca o planeta terra em diferentes posições e distâncias em relação ao sol.
As estacões do ano são: Verão, Inverno, Primavera e Outono.

OS SOLSTÍCIOS E EQUINÓCIOS

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Imagem da terra nos solsticios de Junho e Dezembro

Solstícios são momentos em que o sol se encontra mais afastado possível do equador, ou seja sobre os trópicos. Esses momentos ocorrem nos dias 21 de Junho (solstício de Junho) e 21 ou 22 de Dezembro (solstício de Dezembro). Esses momentos correspondem a desigualdade entre a duração de dias e noites. 
No solstício do verão o dia é maior que a noite e no solstício de inverno a noite é maior que o dia.

Equinócios são momentos em que o sol se encontra sobre o equador ao longo do seu movimento anual aparente. Esses momentos correspondem a uma duração igual entre o dia e noite em toda a superfície da terra, ocorrendo a 21 de Março (equinócio de Março) e nos dias 21 ou 22 de Setembro (equinócio de Setembro).

Em síntese das estacões do ano:
§  O solstício de Junho inicia no inverno no hemisfério sul e no verão no hemisfério norte.
§  O solstício de Dezembro inicia no verão no hemisfério sul e inverno no hemisfério norte.
§  As diferentes posições tomadas pela terra no decurso de movimento de translação originam diferentes temperaturas ao longo do ano.
§  A altura do sol nas diferentes posições é diferente o que ocasiona a obliquidade de raios solares. Os dias são longos no verão e curtos no inverno.

A terra no solstício de Junho
Ø  O dia é igual à noite apenas no equador
Ø  O dia é maior que a noite no hemisfério norte
Ø  No círculo polar árctico e lugares mais setentrionais não há noite (o sol mantêm-se acima do horizonte 24 horas)
Ø  No hemisfério sul, o dia é mais curto que a noite
Ø  No círculo polar antárctico e nos lugares para sul dele, a noite dura 24 horas (o sol permanece abaixo do horizonte).




A partir das conclusões referentes ao solstício de Junho, apresenta tu próprio as conclusões que a figura te sugere relativamente ao solstício de Dezembro.
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Observacoes:
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A VARIAÇÃO DA TEMPERATURA E PRECIPITAÇÃO DE ACORDO COM A ALTITUDE, LATITUDE, CORRENTES MARÍTIMAS, CONTINENTALIDADE E A DISPOSIÇÃO DO RELEVO
Considerando a temperatura e precipitação como os principais elementos do clima, ora vejamos como alguns factores do clima actuam sobre os elementos do clima na modificação do clima.

1.      Variação da temperatura com a altitude
Na camada da troposfera a temperatura diminui a medida que a altitude aumenta. Portanto, a temperatura e a altitude variam inversamente. A diminuição é de 0.6 graus Célsius em cada 100 metros de altitude – este fenómeno chama-se gradiente térmico.
A temperatura diminui com o aumento da altitude porque quanto maior for a altitude menor será a temperatura e vice-versa.

2.      Variação da precipitação com a altitude
Contrariamente ao que acontece com a temperatura, a precipitação é geralmente maior com o aumento de altitude.
O ar ao subir pelas encostas, expande-se arrefece provocando o aumento da humidade relativa o que faz com que o ponto de saturação seja atingido mais facilmente, quanto maior for a altitude. Principalmente nas zonas montanhosas as precipitações são frequentes.
A precipitação decresce a partir de 2000 – 2500m de altitude porque o ar na ascensão pelas encostas (vertentes) vai perdendo grande parte da humidade.
Portanto a temperatura diminui com o aumento da altitude mas a precipitação aumenta proporcionalmente com a altitude até aos 2000m de altitude.
3.      Variação da temperatura com a latitude
Na região equatorial, os raios solares incidem perpendicularmente enquanto nos pólos obliquamente (inclinados) e há menos aquecimento.
De uma forma geral as Temperaturas Médias Anuais (TMA) diminuem com o aumento de latitude ou seja diminuem do equador em direcção aos pólos.
A diminuição da temperatura com a latitude é a razão de diferenças térmicas que definem as zonas térmicas do globo.
Assim, na zona intertropical, as TMA são superiores a 20°C, isto é os climas são quentes.
Nas zonas temperadas (do norte e sul) as TMA oscilam entre 8°C e 20°C, são chamados climas temperados.
Nas zonas frígidas (do norte e sul) as TMA são inferiores a 8°C, isto é, os climas são frios.

4.      As correntes marítimas
As correntes marítimas são deslocamentos de massas de águas, impelidas pelos ventos e desviados pelo movimento de rotação da terra.
As correntes marítimas que partem do equador para os pólos são quentes, as que partem dos pólos (latitudes polares) para o equador (latitudes baixas) são frias.
Nas correntes quentes a água é relativamente quente porque pelo que é intensa a evaporação o que torna o ar mais húmido, quer dizer a temperatura e a humidade aumentam nas regiões costeiras. Nas correntes frias a água é fria, a evaporação é menor e o ar é mais seco.
A costa angolana é influenciada pela corrente fria (corrente fria de Benguela) enquanto a moçambicana pela corrente quente (corrente quente do canal de Moçambique). Estes dois lugares situados na mesma latitude têm características diferentes. Como é que se explica este facto?
o   Na proximidade de uma corrente quente a temperatura sobe, favorecendo a evaporação e o aumento da humidade atmosférica e nas proximidades de uma corrente fria, a temperatura desce, diminuindo assim, a evaporação e aumentando as condições de secura.

Portanto, a temperatura e a precipitação aumentam na proximidade de uma corrente quente e diminuem na proximidade de uma corrente fria.

5.      Continentalidade (proximidade ou afastamento do mar)
A continentalidade constitui um importante factor do clima. A terra e o mar têm diferentes capacidades de aquecimento. O oceano devido a sua transparência, à evaporação e outros factores, aquece mais lentamente do que a terra que aquece e arrefece rapidamente estabelecendo entre uns e outros permanentes trocas de calor para restabelecer o equilíbrio. As águas conservam mais a temperatura (quente ou fria) e influenciam as regiões costeiras.
A medida que se caminha da costa para o interior a influência marítima diminui porque o vento (ar) se torna mais seco. Portanto, acção benéfica do mar fica mais restrita nas faixas litorais.
Por exemplo: Uma cidade ou localidade junto ao mar tem normalmente temperaturas mais amenas do que outras nas mesmas condições de altitudes e latitudes situadas no interior ou seja longe do mar.

6.      Disposição do relevo
As montanhas constituem um obstáculo à influência dos ventos marítimos húmidos para o interior. Quando o vento sobe ou ascende uma elevação (encosta) perde grande parte da humidade (vapor de água) devido a existência de temperaturas mais baixas e dai a humidade relativa aumenta podendo-se atingir o ponto de saturação. Assim o vapor de água condensa-se formando nuvens e pode chover – são as chuvas de relevo ou orográficas.

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HUMIDADE ATMOSFÉRICA
Humidade atmosférica é a quantidade de vapor de água existente na atmosférica. O vapor de água é proveniente da evaporação das águas dos oceanos, rios, lagos, mares, transpiração de animais e plantas. O teor da humidade existente na atmosfera depende da extensão das superfícies líquidas e da intensidade dos raios solares.
Na natureza a humidade atmosférica distinguem-se em dois tipos:
*      Humidade relativa
*      Humidade absoluta
A humidade relativa é a relação existente entre a humidade absoluta e o ponto de saturação ou quantidade de vapor de agua (Ps) a humidade relativa expressa-se em percentagem (%) variando de 0 à 100%.
Hr = Há/Ps * 100%
Diz-se que o ar está saturado quando a humidade relativa atinge 100%.
Ponto de saturação é o limite máximo em que o ar atmosférico não pode receber mais o vapor de água. Se o ar recebe mais o vapor de água pode ocorrer a condensação.
A condensação é a passagem da água do estado gasoso para o líquido. Isso ocorre quando o ar atmosférico se encontra saturado de humidade relativa.
Humidade absoluta é a quantidade de vapor de água existente num determinado volume de ar atmosférico. Ela exprime-se em gramas por metro cúbico (g/m3)
Há = m/V
Instrumentos de medição da humidade atmosférica
Psicrómetro ou higrómetro são aparelhos que servem para medir a humidade atmosférica.
Higrógrafos são aparelhos que medem e registam continuamente os valores de humidade atmosférica.

A variação da humidade atmosférica com a temperatura e a latitude
Os factores que interferem na humidade atmosférica são: ventos, temperatura, correntes marítimas, continentalidade, altitude e latitude.

A variação da humidade atmosférica com a temperatura
As altas temperaturas provocam maior humidade atmosférica, visto que quando o aquecimento é maior há maior evaporação e maior quantidade de vapor de água.
As baixas temperaturas, há menor humidade atmosférica, o aquecimento é menor, a evaporação também é menor e há menos quantidade de vapor de água.

A variação da humidade atmosférica com a latitude
A maior latitude a humidade atmosférica é menor porque as temperaturas são baixas. Em contrapartida a menor latitude origina uma maior humidade atmosférica porque as temperaturas são altas.

As formas de condensação
As principais formas de condensação são: nevoeiros, neblinas, orvalho, geadas e nuvens.
§  Nevoeiro - são vapores de água que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes, isto é perto da superfície terrestre.
§  Neblinas - são vapores de água que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes sobre as águas dos oceanos, mares, lagos e rios.
§  Orvalhos - são gotas de água que se formam à superfície dos objectos ou corpos (telhados, plantas, vidros, etc.) a uma temperatura pouco acima de 0°C.
§  Geadas - são partículas de gelo que se formam sobre partículas sólidas a uma temperatura igual ou inferior a 0°C.
§  Nuvens - são gotículas de água que se formam quando há condensação de vapor de água nas grandes altitudes.
Portanto, um nevoeiro que se forma as grandes altitudes dá origem as nuvens e uma nuvem que chega junto ao solo, por exemplo à uma montanha constitui um nevoeiro.

Exercício prático
Calcule a humidade relativa da cidade da Bela horizonte.
Sabendo que a humidade absoluta 8g/m3 numa temperatura de 15º e que para saturar são necessários 9,4g/m3.
Dados
HR=?                                                     HR= x 100%
HA=8g/m3
PS=9,4g/m3                                                                   HR=
 x 100% =  =85,%


A precipitação atmosférica
Precipitação atmosférica é a queda de água, quer no estado líquido em forma de chuva quer no estado sólido em forma de neve ou granizo, resultante da condensação de vapor de água existente na atmosfera.
Tipos de Chuvas
1.      Chuvas orográficas
Nas chuvas orográficas ou do relevo (montanhas) o ar sobe pelas encostas (vertentes) das montanhas. À medida que ascende, o ar arrefece. Este arrefecimento provoca o aumento da humidade relativa, podendo atingir o ponto de saturação. Assim, o vapor de água condensa-se e verifica-se a formação de nuvens e chuvas. Este tipo de chuva é típico das zonas montanhosas.

2.      Chuvas convectivas ou de convecção
Nas chuvas convectivas, o ar húmido em contacto com a superfície muito aquecida, torna-se mais leve. Expande-se e sobe, com o aumento de altitude, o ar arrefece, satura-se, condensa-se e precipita. Estas chuvas são mais abundantes nas regiões equatoriais. As vezes são acompanhadas de granizo ou saraivas.

3.      Chuvas Ciclónicas ou frontais
Estas chuvas são produzidas quando há uma passagem das frentes ou seja quando há confronto de uma frente fria e quente.
O encontro de duas massas de ar com temperatura, pressão e humidades atmosféricas diferentes provocam sempre a subida do ar mais quente, este por ser mais leve.
Este tipo de chuvas ocorre sobretudo nas zonas temperadas. 
NB: As frentes frias sabem porque o ar quente é leve e as frentes frias descem porque o ar frio é pesado.

A pressão Atmosférica
A pressão atmosférica é a força exercida pelo ar na atmosfera em cada unidade de superfície dos corpos. No entanto a pressão atmosférica foi medida pela primeira vez em 1643 por um Cientista chamado Torricelli.

O instrumento que se usa para medir a pressão atmosférica chama-se Barómetro ou barógrafo.

Os factores que explicam a variação da pressão atmosférica
 A pressão atmosférica e a temperatura variam inversamente ou seja quanto maior for a temperatura menor será a pressão atmosférica e vice-versa.

A Variação da pressão atmosférica com a altitude
Quanto maior for a altitude maior será a pressão atmosférica devido a concentração maior de partículas e moléculas junto a superfície terrestre.


A Variação da pressão atmosférica com a latitude
Quanto maior for a latitude maior será a pressão atmosférica o seja nas zonas equatoriais devido ao calor a pressão é baixa e nas zonas polares devido ao frio a pressão é maior.



As principais faixas paralelas que indicam as pressões são:
1.      Baixas pressões equatoriais
2.      Altas pressões subtropicais
3.      Baixa pressão Subpolares
4.      Altas pressões polares

Centros Barométricos São linhas concêntricas e fechadas que indicam a pressão atmosférica. Os centros barométricos podem ser: Centro de alta e baixa pressão.
Linhas isobáricas e isóbaras são linhas que unem lugares com o mesmo valor da pressão.

1.      Centro de altas pressões ou anticiclones - Os valores da pressão aumentam da periferia para o centro onde no centro são representados pela letra A ou sinal (+).

2.      Centro de baixa pressão ou ciclones (depressões barométricas) - Os valores da pressão diminuem da periferia para o centro onde são representados pela letra B ou sinal ( - ).



INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE VENTOS
O vento é o ar em movimento que sopra de altas pressões em direcção as baixas pressões.

Classificação dos ventos
De uma forma geral os ventos classificam-se em:
1.      Ventos Constantes
2.      Ventos periódicos

1.      Ventos constantes são os que sopram permanentemente, durante todo o ano no mesmo sentido e na mesma direcção, por exemplo: os ventos alíseos ou gerais, ventos de Oeste e ventos de Leste polar.


i.                    Os ventos alíseos sopram na zona intertropical e convergem no equador.
ii.                  Os ventos de Oeste sopram de altas pressões subtropicais em direcção as baixas pressões subpolares
iii.                Os ventos de Leste Polar sopram das altas pressões polares para as baixas pressões subpolares.

2.      Ventos periódicos são aqueles que sopram, alternadamente em sentidos opostos. Como por exemplo: as monções e brisas.
i.                    Monções são ventos periódicos que no verão sopram do mar para terra e no inverno da terra para o mar. 
ii.                  Brisas são ventos periódicos que de dia sopram do mar (vale) para a terra (montanha).

Nas zonas costeiras existem brisas marítimas e terrestres.
As brisas maritimas de dia sopram do mar para terra enquanto as brisas terrestre de noite da terra para o mar.

Nas zonas montanhas existem brisas do vale e da montanha.
As brisas do vale de dia sopram do vale para montanha (Cume). Ao anoitecer o vento sopra do cume para o fundo dos vales, é a brida da montanha.

As massas de ar e frentes
Massas de ar correspondem ao volume de ar horizontal e homogéneo com as mesmas temperaturas humidade e densidade.
A classificação de massas de ar
As massas de ar classificam-se de acordo com as características de cada região. As massas de ar podem ser: equatorial, tropical e polar.
i.          Massas de ar equatorial – formam-se envolvendo o Equador onde as temperaturas e humidade atmosférica são elevadas. Trata-se, por isso, de massa de ar muito quente e húmida.
ii.                  Massas de ar tropical – formam-se na região tropical, atravessadas pelos trópicos, por isso são muito quentes e de grau de humidade variável, conforme se originem na terra ou no mar.
iii.                Massas de ar polar – formam-se nas latitudes elevadas, nos pólos, por isso são frias.

Frente - é uma linha de intersecção entre a superfície terrestre e superfície frontal.
Superfície Frontal é uma superfície que separa duas massas de ar diferentes ou seja frente fria e frente quente.
O encontro entre duas massas de ar diferentes pode resultar o seguinte:
  • O ar frio avança por baixo do ar quente, obrigando este a subir. Forma-se assim, uma frente fria.
  • O ar quente mais leve, avança sobre o ar frio, mais pesado, e constitui uma frente quente.

Resultado de imagem para Imagem de frente fria e quente


A passagem das frentes traz, geralmente, chuvas denominadas por chuvas frontais.

Zonas Bioclimáticas do Mundo
Climas
Temperaturas Médias Anuais (TMA)
Vegetação
Fauna

Quente (intertropical ou tórrida)

Superiores à 20ºC
Savana, florestas, estepes e mangais.
Leões, girafas, elefantes, zebras, macacos, hienas, chitas, rinocerontes, búfalos, crocodilos, Camelo, Chimpanzés, leopardos, etc.

Temperado


Entre 8 e 20ºC
Tundra
Tigres, raposas, serpentes, avestruz, insectos, etc.
Frio
Inferiores à 8ºC
Vegetação, Conífera e Pradarias
Urso, raposas, lobos, rena, pinguins, cavalo, focas, etc.





[1] Actuamente são oito (8) planetas, devido exclusão do plutão
[2] São fragmentos rochosos interespaciais ou seja de cortes espaciais que atingem a superfície terrestre.

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